SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
No que se refere à doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) de acordo com a GOLD, analise os itens a seguir ao final, assinale a alternativa INCORRETA:
Eosinófilos < 100 cel/µL → baixa resposta a CI; Eosinófilos < 50 cel/µL → CI contraindicado.
O uso de corticosteroides inalatórios (CI) na DPOC é guiado pela contagem de eosinófilos; níveis baixos (< 50) não justificam o risco de pneumonia.
A DPOC é uma condição heterogênea caracterizada por sintomas respiratórios crônicos e limitação do fluxo aéreo. O manejo farmacológico moderno, baseado no relatório GOLD, prioriza a broncodilatação dupla (LABA+LAMA) para a maioria dos pacientes sintomáticos. A adição de corticosteroides inalatórios é reservada para o fenótipo exacerbador com evidência de inflamação eosinofílica, visando equilibrar a redução de crises com o risco de efeitos adversos infecciosos.
De acordo com a GOLD, o corticoide inalatório (CI) é recomendado em pacientes com exacerbações frequentes (≥ 2 moderadas ou 1 hospitalização/ano) e eosinófilos sanguíneos ≥ 300 células/µL. Pode ser considerado se eosinófilos estiverem entre 100-300. Se eosinófilos < 100, o benefício é incerto, e se < 50, o uso deve ser evitado devido ao risco aumentado de pneumonia.
A oxigenoterapia de longa duração (≥ 15h/dia) é indicada para pacientes com hipoxemia grave em repouso: PaO2 ≤ 55 mmHg ou SatO2 ≤ 88%. Também é indicada se PaO2 entre 56-59 mmHg associada a cor pulmonale, insuficiência cardíaca congestiva ou policitemia (hematócrito > 55%).
A vacinação é uma intervenção fundamental que reduz exacerbações graves e mortalidade. As vacinas recomendadas incluem Influenza (anual), Pneumocócica (PCV20 ou PCV15 seguida de PPSV23), Tétano/Difteria/Coqueluche (Tdap) e COVID-19.
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