USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2016
Mulher, 67 anos, faxineira, encaminhada para avaliação pré-operatória de colecistectomia. Há 2 anos com dispneia e tosse seca desencadeadas por médios esforços. Relata despertares noturnos devido falta de ar. Fumou (30 cigarros/dia) durante 41 anos, parou há 4 anos. Trabalhou na colheita de café por 20 anos. É hipertensa. Teve pneumonia há 1 ano. Medicações em uso: aminofilina 100 mg, 2 vezes ao dia; digoxina 1/4 cp ao dia; hidroclorotiazida 25 mg/dia. Exame físico: BEG, eupneica, obesa, PA = 160 x 90 mmHg, murmúrio vesicular diminuído difusamente sem ruídos adventícios, sem outras alterações. Espirometria pré-broncodilatador:CVF = 108% do previsto (4,14 L); VEF = 62% (1,91 L); VEF1/CVF = 0,44; FEF 25–75% = 53% (1,68 L/s). Espirometria pósbroncodilatador: depois de 15 minutos da inalação de salbutamol, 2 jatos, houve incremento de 0,17 L do VEF1, equivalente a 9% do valor basal. O valor de CVF aumentou 2%. CVF: Capacidade Vital Forçada; VEF1: Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo; FEF 25–75%: Fluxo Expiratório Forçado dos 25 aos 75% da CVF.Qual é o diagnóstico mais provável?
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