PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2024
É CORRETO afirmar que a obstrução crônica ao fluxo de ar da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) resulta de:
DPOC: obstrução crônica do fluxo aéreo = alterações pequenas vias aéreas + destruição parênquima pulmonar.
A obstrução crônica ao fluxo de ar na DPOC é multifatorial, envolvendo tanto o remodelamento inflamatório das pequenas vias aéreas (bronquiolite obstrutiva) quanto a destruição do parênquima pulmonar (enfisema), resultando na perda de elasticidade e aprisionamento aéreo.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo que é geralmente progressiva e associada a uma resposta inflamatória crônica das vias aéreas e do pulmão a partículas ou gases nocivos. É uma das principais causas de morbimortalidade global. A fisiopatologia da DPOC envolve uma interação complexa entre dois processos principais: a bronquiolite obstrutiva (doença das pequenas vias aéreas) e o enfisema (destruição do parênquima pulmonar). A bronquiolite obstrutiva é caracterizada por inflamação, fibrose e estreitamento das pequenas vias aéreas, enquanto o enfisema envolve a destruição das paredes alveolares e o alargamento anormal dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais. A obstrução crônica ao fluxo de ar resulta da combinação desses fatores, levando à perda da retração elástica do pulmão e ao aprisionamento de ar, especialmente durante a expiração. O diagnóstico é confirmado pela espirometria, que demonstra uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,70. O tratamento visa aliviar sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a tolerância ao exercício.
A obstrução crônica na DPOC resulta de dois componentes principais: alterações inflamatórias e remodelamento das pequenas vias aéreas (bronquiolite obstrutiva) e destruição do parênquima pulmonar (enfisema).
A destruição do parênquima pulmonar, caracterizada pelo enfisema, leva à perda da elasticidade dos alvéolos e à destruição das paredes alveolares, resultando em colapso das vias aéreas durante a expiração e aprisionamento de ar.
As pequenas vias aéreas sofrem inflamação crônica, fibrose e estreitamento, o que aumenta a resistência ao fluxo aéreo e contribui significativamente para a obstrução, mesmo antes da destruição enfisematosa ser proeminente.
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