HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2021
Em relação à doença pulmonar obstrutiva crônica, qual das alternativas abaixo está INCORRETA?
DPOC: Cessação tabagismo é a ÚNICA intervenção que comprovadamente modifica o declínio do VEF1 e a história natural.
A cessação do tabagismo é a intervenção mais eficaz e a única comprovadamente capaz de modificar a história natural da DPOC, retardando o declínio da função pulmonar. Embora a oxigenioterapia melhore a sobrevida em casos selecionados, ela não altera o curso da doença em si, mas sim suas complicações.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo a principal causa. É uma das principais causas de morbimortalidade global. O diagnóstico da DPOC é confirmado pela espirometria, que demonstra obstrução do fluxo aéreo pós-broncodilatador não totalmente reversível (VEF1/CVF < 0,70). A fisiopatologia envolve inflamação crônica, remodelamento das vias aéreas e destruição do parênquima pulmonar (enfisema). A vacinação contra influenza e pneumococo é crucial para reduzir exacerbações. A cessação do tabagismo é a única intervenção que comprovadamente modifica a história natural da DPOC, retardando o declínio do VEF1. A terapia broncodilatadora (beta-agonistas e anticolinérgicos) é a base do tratamento sintomático, melhorando a dispneia e a tolerância ao exercício, mas não altera o declínio do VEF1. A oxigenioterapia domiciliar prolongada melhora a sobrevida em pacientes com hipoxemia grave, mas não modifica a progressão da doença em si.
A espirometria é essencial para o diagnóstico da DPOC, confirmando a obstrução do fluxo aéreo não totalmente reversível (VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador), que é o critério diagnóstico principal.
A cessação do tabagismo é a intervenção mais importante, pois reduz o declínio acelerado do VEF1, modificando a história natural da doença e melhorando o prognóstico a longo prazo.
A oxigenioterapia domiciliar prolongada é indicada para pacientes com hipoxemia crônica grave (PaO2 < 55 mmHg ou SaO2 < 88%), melhorando a sobrevida e a qualidade de vida nesses casos.
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