UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
Em relação à doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), é correto afirmar:
DPOC: diagnóstico espirométrico por VEF1/CVF < 0.70 pós-broncodilatador, indicando obstrução do fluxo aéreo.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é caracterizada por obstrução persistente do fluxo aéreo, geralmente progressiva, associada a uma resposta inflamatória crônica das vias aéreas e pulmões a partículas ou gases nocivos. O diagnóstico definitivo é feito pela espirometria, que demonstra uma redução do VEF1 e da relação VEF1/CVF pós-broncodilatador.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva e irreversível, caracterizada por obstrução do fluxo aéreo e uma resposta inflamatória crônica das vias aéreas e do parênquima pulmonar. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade global, sendo a terceira principal causa de morte no mundo. A exposição prolongada a partículas e gases nocivos, principalmente a fumaça do tabaco, é o principal fator de risco, mas outros fatores ambientais e genéticos também contribuem. A fisiopatologia da DPOC envolve a inflamação crônica das vias aéreas, levando à bronquite crônica (hipersecreção de muco e tosse) e à destruição do parênquima pulmonar (enfisema), resultando em aprisionamento aéreo e limitação do fluxo expiratório. O diagnóstico definitivo da DPOC é estabelecido pela espirometria, que deve demonstrar uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0.70, confirmando a obstrução do fluxo aéreo. É fundamental que a espirometria seja realizada após a administração de broncodilatador para diferenciar a DPOC de outras condições obstrutivas reversíveis. O tratamento da DPOC visa aliviar os sintomas, reduzir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a qualidade de vida, incluindo cessação do tabagismo, broncodilatadores, corticosteroides inalatórios e reabilitação pulmonar. Para a prova, é crucial memorizar os critérios espirométricos para o diagnóstico, entender a diferença entre bronquite crônica e enfisema (e sua coexistência), e reconhecer que a espirometria é o padrão-ouro para o diagnóstico e estadiamento da doença.
O principal critério diagnóstico para DPOC é a presença de obstrução persistente do fluxo aéreo, confirmada por espirometria. Isso é definido por uma relação VEF1/CVF (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo sobre Capacidade Vital Forçada) menor que 0.70 após a administração de um broncodilatador.
Não, a maioria dos pacientes com DPOC apresenta uma combinação de enfisema (destruição dos alvéolos) e bronquite crônica (inflamação e hipersecreção de muco nas vias aéreas). Embora possam predominar características de um ou outro, é comum a coexistência de ambos os componentes.
As manifestações tardias da DPOC incluem hipertensão pulmonar e insuficiência respiratória crônica. Elas ocorrem devido à hipóxia crônica, vasoconstrição pulmonar e remodelamento vascular, levando a um aumento da resistência vascular pulmonar e, eventualmente, à falência do ventrículo direito (cor pulmonale).
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