UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2025
Paciente masculino, 64 anos, tabagista ativo há 40 anos, fuma atualmente um maço por dia. Apresenta-se com dispneia aos pequenos esforços e histórico de quatro idas ao pronto-socorro no último ano por exacerbações respiratórias. Espirometria evidencia distúrbio ventilatório obstrutivo moderado com VEF1 pós broncodilatador de 43%. Sobre esse caso assinale a alternativa correta:
DPOC + >60 anos → Vacina contra VSR recomendada para prevenir exacerbações graves.
As diretrizes recentes (GOLD) incluíram a vacinação contra o VSR para idosos com doenças crônicas como a DPOC, visando reduzir a morbidade por infecções respiratórias.
O manejo da DPOC evoluiu para focar na redução de riscos futuros, especialmente exacerbações. A imunização desempenha papel central, com recomendações consolidadas para Influenza, Pneumococo, dTpa e, mais recentemente, VSR e Herpes Zoster. A espirometria permanece o padrão-ouro diagnóstico, mas a classificação clínica (sintomas e exacerbações) guia a terapia farmacológica inicial.
De acordo com as atualizações recentes do GOLD e do CDC, a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é recomendada para adultos com 60 anos ou mais que possuem doenças crônicas subjacentes, incluindo a DPOC. O objetivo é reduzir o risco de infecções do trato respiratório inferior e exacerbações agudas que podem levar à hospitalização.
O diagnóstico de DPOC é confirmado por uma relação VEF1/CVF < 0,70 (ou abaixo do limite inferior da normalidade) medida obrigatoriamente APÓS a administração de broncodilatador. Valores pré-broncodilatador não são suficientes para confirmar a persistência da limitação ao fluxo aéreo característica da doença.
Para pacientes com histórico de exacerbações frequentes (Grupo E do GOLD), o tratamento inicial preferencial é a combinação de dois broncodilatadores de longa duração (LABA + LAMA). O corticoide inalatório (CI) é adicionado se houver eosinofilia periférica (≥ 300 células/µL) ou asma associada, mas não é a monoterapia de escolha.
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