DPOC: Classificação GOLD e Tratamento do Grupo E

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2026

Enunciado

Um paciente já previamente diagnosticado com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) refere cansaço para atividades do dia a dia, como tomar banho e vestir-se, além de precisar parar para descansar ao caminhar em ritmo normal por 100 metros. Nos últimos 12 meses apresentou duas exacerbações, sendo uma com necessidade de internação hospitalar. Qual a classificação da gravidade e o tratamento inicial mais adequado?

Alternativas

  1. A) GOLD 2, grupo B; iniciar broncodilatador de curta duração isolado conforme necessidade.
  2. B) GOLD 3, grupo A; iniciar LAMA isolado.
  3. C) GOLD 2, grupo E; iniciar combinação LAMA + LABA.
  4. D) GOLD 2, grupo E; iniciar LABA + corticoide inalatório isolado.

Pérola Clínica

≥ 2 exacerbações moderadas ou 1 hospitalização = Grupo E → Iniciar LAMA + LABA.

Resumo-Chave

A classificação GOLD atual consolidou os antigos grupos C e D no grupo E (Exacerbadores), priorizando a terapia dupla broncodilatadora inicial para quem tem histórico de internação ou crises frequentes.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo. A atualização do GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) consolidou os pacientes com alto risco de exacerbação no Grupo E. O tratamento foca na redução de sintomas e, crucialmente, na prevenção de exacerbações, que aceleram o declínio da função pulmonar. A combinação de um Antagonista Muscarínico de Longa Ação (LAMA) com um Beta-2 Agonista de Longa Ação (LABA) é superior à monoterapia para este grupo, otimizando a função pulmonar e reduzindo a taxa de exacerbações.

Perguntas Frequentes

O que define o Grupo E na classificação GOLD?

O Grupo E (Exacerbadores) é definido independentemente da intensidade dos sintomas (mMRC ou CAT), desde que o paciente tenha apresentado duas ou mais exacerbações moderadas ou pelo menos uma exacerbação que resultou em hospitalização no último ano. Essa mudança na classificação GOLD visa simplificar o manejo e garantir que pacientes de alto risco recebam terapia broncodilatadora dupla (LAMA + LABA) precocemente para reduzir o risco de novos eventos e melhorar a função pulmonar.

Quando indicar corticoide inalatório (CI) na DPOC?

O corticoide inalatório não é a primeira escolha isolada. Ele deve ser considerado em associação com LABA ou na terapia tripla (LAMA+LABA+CI) principalmente em pacientes do Grupo E que apresentam eosinofilia sanguínea (≥ 300 células/µL) ou histórico de asma concomitante. O uso indiscriminado de CI aumenta o risco de pneumonia em pacientes com DPOC, devendo ser reservado para perfis específicos de alta resposta inflamatória ou falha na terapia dupla.

Qual a diferença entre GOLD 1-4 e Grupos A, B, E?

A classificação numérica (GOLD 1 a 4) refere-se exclusivamente à gravidade da obstrução ao fluxo aéreo baseada no VEF1 pós-broncodilatador (1: ≥80%, 2: 50-79%, 3: 30-49%, 4: <30%). Já as letras (A, B, E) referem-se à avaliação combinada de sintomas e risco de exacerbação. Enquanto o número ajuda no prognóstico, as letras guiam a escolha do tratamento farmacológico inicial.

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