INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013
Mulher com 56 anos de idade, ex-tabagista (40 maços/ano), apresenta dispneia aos pequenos esforços e tosse matinal com expectoração clara. Faz uso de salbutamol inalatório para alívio da dispneia. Ao exame físico apresenta pulso = 85 bpm, frequência respiratória = 24 irpm, ausculta pulmonar com murmúrio vesicular diminuído em bases, sem ruídos adventícios. Sem outras alterações no exame físico. Vem à consulta ambulatorial de revisão trazendo radiografia de tórax e gasometria arterial em ar ambiente. Após avaliação dos exames, foi prescrito tratamento farmacológico e indicada oxigenioterapia domiciliar prolongada – 1L/min durante pelo menos 15h/dia: Com base nessas informações, o resultado gasométrico que justificou a indicação de oxigenioterapia é:
PaO2 ≤ 55 mmHg ou SaO2 ≤ 88% em repouso → indicação clássica de oxigenioterapia no DPOC.
A oxigenioterapia domiciliar prolongada (OTDP) aumenta a sobrevida no DPOC quando há hipoxemia grave (PaO2 ≤ 55) ou hipoxemia moderada (56-59) associada a policitemia ou cor pulmonale.
A oxigenioterapia domiciliar prolongada é uma das poucas intervenções que comprovadamente altera a história natural do DPOC, reduzindo a hipertensão pulmonar e melhorando a sobrevida. A avaliação deve ser feita com o paciente estável, fora de exacerbações agudas, pois a hipoxemia transitória durante crises não justifica o uso domiciliar contínuo. No caso clínico, a alternativa E apresenta PaO2 de 55 mmHg, preenchendo o critério de hipoxemia grave em repouso.
Os critérios principais são: PaO2 em repouso ≤ 55 mmHg ou Saturação de O2 (SaO2) ≤ 88% em ar ambiente. Também se indica se a PaO2 estiver entre 56 e 59 mmHg caso haja evidência de policitemia (hematócrito > 55%) ou sinais clínicos/eletrocardiográficos de cor pulmonale e hipertensão pulmonar.
Para que haja benefício na redução da mortalidade e melhora hemodinâmica, o paciente deve utilizar o oxigênio por pelo menos 15 horas por dia, idealmente incluindo o período do sono, onde a hipoxemia costuma se agravar.
Embora o tabagismo ativo aumente o risco de incêndios e explosões com o uso de oxigênio, ele não é uma contraindicação absoluta formal em todas as diretrizes, mas a cessação tabágica é fortemente recomendada antes e durante o tratamento para eficácia clínica.
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