UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Em relação à esclerodermia, marque a alternativa INCORRETA:
DPI na esclerodermia: + comum em homens, negros e com doença cutânea extensa.
A doença pulmonar intersticial (DPI) é uma complicação grave da esclerodermia, mas os fatores de risco para seu desenvolvimento são o sexo masculino, etnia negra e comprometimento cutâneo extenso, e não o oposto como sugerido na alternativa incorreta. O reconhecimento desses fatores é crucial para o rastreamento e manejo.
A esclerodermia, ou esclerose sistêmica, é uma doença autoimune crônica e multissistêmica caracterizada por fibrose da pele e órgãos internos, vasculopatia e autoanticorpos. Sua prevalência é baixa, mas a morbimortalidade é significativa, sendo as complicações pulmonares e renais as principais causas de óbito. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para melhorar o prognóstico dos pacientes. O diagnóstico da esclerodermia é complexo e envolve a avaliação clínica das manifestações cutâneas e viscerais, além da pesquisa de autoanticorpos específicos. A presença de anticorpos como anti-Scl-70 e anticentrômero é fundamental para a classificação e pode indicar subtipos da doença e o risco de acometimento de órgãos específicos. O fenômeno de Raynaud é frequentemente a primeira manifestação e um sinal de alerta para a doença. O tratamento da esclerodermia é sintomático e visa controlar a progressão da fibrose e das complicações orgânicas. A crise renal esclerodérmica é uma emergência que requer IECA. A doença pulmonar intersticial, uma das principais causas de mortalidade, tem fatores de risco específicos como sexo masculino, etnia negra e doença cutânea extensa, e seu manejo pode envolver imunossupressores. Residentes devem estar atentos a essas particularidades para um manejo eficaz.
Os autoanticorpos antinucleares (FAN) estão presentes em quase todos os pacientes. Anticorpos anti-topoisomerase I (Scl-70) e anticentrômero são altamente específicos para a esclerose sistêmica e auxiliam na classificação.
A crise renal esclerodérmica é uma emergência que exige o controle rigoroso da pressão arterial, principalmente com inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), que são a base do tratamento, e a evitação de medicações nefrotóxicas.
Os fatores de risco para doença pulmonar intersticial na esclerodermia incluem sexo masculino, etnia negra e um comprometimento cutâneo mais extenso, ao contrário do que se poderia pensar para outras manifestações da doença.
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