UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
Doença profissional dose-dependente dos níveis de concentração de fibras de anfibólios (crocidolita, amosita, antofilita, tremolita) no ar, que se desenvolve lentamente, após tempos de exposição variáveis, é denominada:
Asbestose = pneumoconiose dose-dependente por fibras de amianto (anfibólios), com desenvolvimento lento.
A asbestose é uma doença pulmonar intersticial crônica causada pela inalação de fibras de amianto, como crocidolita e amosita. Sua latência é longa e a gravidade é dose-dependente, sendo uma importante causa de morbidade e mortalidade ocupacional.
A asbestose é uma doença pulmonar intersticial crônica e progressiva, classificada como uma pneumoconiose, resultante da inalação prolongada de fibras de amianto. É uma doença ocupacional dose-dependente, com um longo período de latência (geralmente 20-40 anos) entre a exposição e o surgimento dos sintomas. Sua importância clínica reside na sua prevalência em trabalhadores expostos e nas graves complicações associadas. A fisiopatologia envolve a deposição das fibras de amianto nos alvéolos, onde desencadeiam uma resposta inflamatória crônica e fibrogênica. Macrófagos tentam fagocitar as fibras, liberando citocinas e fatores de crescimento que promovem a fibrose. O diagnóstico é feito pela história de exposição ocupacional, achados radiológicos característicos (fibrose intersticial, placas pleurais, espessamento pleural) e testes de função pulmonar restritivos. A suspeita deve ser alta em pacientes com histórico de trabalho em construção, naval, mineração ou indústria automobilística. Não há tratamento curativo para a asbestose, sendo a abordagem focada no manejo dos sintomas e prevenção de complicações. Isso inclui cessação da exposição, oxigenoterapia para hipoxemia, reabilitação pulmonar e vacinação. O prognóstico varia, mas a doença pode progredir para insuficiência respiratória e está associada a um risco significativamente aumentado de câncer de pulmão e mesotelioma, tornando o rastreamento e a vigilância cruciais.
As fibras de amianto associadas à asbestose incluem anfibólios como crocidolita, amosita, antofilita e tremolita, além da serpentina (crisotila).
As complicações a longo prazo incluem fibrose pulmonar progressiva, hipertensão pulmonar, insuficiência respiratória, e um risco aumentado de câncer de pulmão e mesotelioma.
O diagnóstico da asbestose baseia-se na história de exposição ocupacional ao amianto, achados radiológicos (radiografia e TC de tórax com fibrose intersticial e placas pleurais) e, em alguns casos, biópsia pulmonar.
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