Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022
Assinale a alternativa que apresenta o critério que identifica a doença por CMV no paciente transplantado:
Doença por CMV em transplantados = replicação viral + sinais/sintomas específicos OU envolvimento de órgãos viscerais.
A doença por CMV em pacientes transplantados é definida pela presença de replicação viral (CMVemia) acompanhada de sinais e sintomas clínicos específicos ou evidência de envolvimento de órgãos viscerais, como pneumonite, hepatite ou gastroenterite.
A infecção por Citomegalovírus (CMV) é uma das complicações infecciosas mais comuns e significativas em pacientes submetidos a transplante de órgãos sólidos ou de células-tronco hematopoiéticas. A distinção entre infecção por CMV (presença do vírus sem sintomas) e doença por CMV (presença do vírus com sintomas clínicos ou disfunção orgânica) é fundamental para o manejo. A doença por CMV ocorre quando há replicação viral ativa e manifestações clínicas, que podem ser inespecíficas (síndrome por CMV) ou específicas de órgãos (doença invasiva). A síndrome por CMV é caracterizada por febre, mal-estar, leucopenia, trombocitopenia e elevação das transaminases hepáticas, sem evidência de envolvimento de órgãos específicos. No entanto, o critério mais grave e definidor da doença por CMV, especialmente para fins de tratamento e prognóstico, é o envolvimento de órgãos viscerais. Isso inclui condições como pneumonite por CMV, hepatite por CMV, gastroenterite por CMV (esofagite, gastrite, colite), retinite por CMV e encefalite por CMV. Para residentes, é crucial reconhecer que a presença de CMVemia (detecção do DNA viral no sangue) por si só não configura doença, mas sim um fator de risco para desenvolvê-la. O diagnóstico de doença por CMV exige a correlação da replicação viral com a sintomatologia clínica ou a biópsia de órgãos afetados. O tratamento antiviral é indicado para a doença por CMV, visando reduzir a morbimortalidade associada a essa infecção oportunista em pacientes imunossuprimidos.
A infecção por CMV refere-se à detecção do vírus (replicação viral) sem sintomas clínicos, enquanto a doença por CMV envolve replicação viral ativa com sinais clínicos específicos ou disfunção de órgãos.
Os órgãos mais comumente afetados incluem pulmões (pneumonite), trato gastrointestinal (esofagite, gastrite, colite), fígado (hepatite) e medula óssea (mielossupressão), além de retinite e encefalite.
O diagnóstico precoce é crucial para iniciar o tratamento antiviral rapidamente, prevenindo complicações graves, como rejeição do enxerto e aumento da mortalidade, especialmente em pacientes imunossuprimidos.
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