HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
Com relação a doença policística do fígado, assinale a alternativa incorreta:
DPRF → Função hepática preservada; cistos ↑ com a idade e transplante indicado por efeito de massa.
A doença policística do fígado raramente evolui para insuficiência hepática, sendo as manifestações clínicas decorrentes do efeito de massa e compressão de órgãos adjacentes.
A doença policística do fígado (DPF) pode ocorrer de forma isolada ou associada à doença renal policística autossômica dominante (DPRAD). A fisiopatologia envolve mutações nos genes PKD1, PKD2 ou PRKCSH, levando à proliferação biliar anormal e formação de cistos. É fundamental reconhecer que, apesar do volume hepático poder ser massivo, as provas de função hepática (INR, Albumina, Bilirrubinas) costumam permanecer normais por décadas. O manejo clínico foca no controle de sintomas. Intervenções como aspiração e escleroterapia, fenestração cirúrgica ou embolização da artéria hepática são paliativas. O transplante hepático é a única cura definitiva, reservado para casos refratários com impacto sistêmico grave, independentemente da presença de hipertensão portal ou cirrose clássica.
Na Doença Renal Policística Autossômica Dominante (ADPKD), os cistos hepáticos são a manifestação extrarrenal mais comum. Diferente dos cistos renais, que podem levar à insuficiência renal crônica, os cistos hepáticos raramente comprometem a função sintética do fígado, manifestando-se principalmente por hepatomegalia volumosa e sintomas compressivos em estágios avançados.
O transplante hepático é indicado em casos de doença policística hepática grave onde há sintomas compressivos intratáveis, desnutrição grave por saciedade precoce ou complicações como ruptura e infecção recorrente de cistos, mesmo na ausência de cirrose ou insuficiência hepática. O critério principal é a perda da qualidade de vida e o volume hepático extremo.
Não, os cistos hepáticos na doença policística tendem a aumentar em número e tamanho ao longo da vida, sob influência de fatores genéticos e hormonais (como estrogênio). Diferente de processos involutivos, a progressão é a regra, embora a velocidade varie entre os indivíduos, sendo mais acentuada em mulheres multíparas.
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