HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020
Mulher de 56 anos procura atendimento médico ambulatorial queixando-se de diarreia de início há 3 meses, perda de peso, calafrios e tremores sem causa aparente. Nega febre aferida. Queixa-se também de baixa acuidade visual. Nega alteração de hábitos rotineiros, alimentares e introdução/suspensão de drogas de uso contínuo. Notou que há aumento de seu pescoço, relatado como ""inchaço"". Na investigação apresentou tireóide aumentada difusamente à palpação, níveis de T4 elevado, TSH suprimido e anticorpos anti-tireoideanos não detectáveis. Ecografia de tireóide evidenciou glândula difusamente aumentada. A cintilografia com iodo 131 evidenciou uma área autônoma funcional bem localizada e restante da glândula suprimida (não captante). A principal hipótese diagnóstica é:
Nódulo tireoidiano tóxico (Plummer) = T4↑, TSH↓, anticorpos negativos, cintilografia com captação focal e supressão do restante.
A Doença de Plummer, ou adenoma tóxico, é uma causa de hipertireoidismo caracterizada por um nódulo tireoidiano autônomo que produz hormônios tireoidianos independentemente do TSH, resultando em TSH suprimido e T4 elevado, com anticorpos anti-tireoideanos negativos e captação focal na cintilografia.
A Doença de Plummer, também conhecida como adenoma tóxico ou bócio multinodular tóxico, é uma causa comum de hipertireoidismo, especialmente em idosos. Ela se caracteriza pela presença de um ou mais nódulos tireoidianos que produzem hormônios tireoidianos de forma autônoma, ou seja, independentemente da regulação pelo TSH hipofisário. Clinicamente, os pacientes podem apresentar sintomas de tireotoxicose, como perda de peso, diarreia, tremores, taquicardia e intolerância ao calor, embora em idosos a apresentação possa ser mais sutil (hipertireoidismo apático). O diagnóstico da Doença de Plummer baseia-se na avaliação laboratorial e de imagem. Laboratorialmente, observa-se TSH suprimido e níveis elevados de T4 livre e/ou T3. Diferentemente da Doença de Graves, os anticorpos anti-tireoideanos (como TRAb e anti-TPO) são geralmente indetectáveis. A ecografia da tireoide pode identificar o nódulo. O exame confirmatório é a cintilografia com iodo 131, que evidencia uma área de captação aumentada e bem localizada (o nódulo 'quente') com supressão da captação no restante da glândula, que está inativa devido ao TSH baixo. Esta imagem é patognomônica e permite a diferenciação de outras causas de hipertireoidismo. O tratamento visa controlar a produção excessiva de hormônios. As opções incluem a terapia com iodo radioativo, que é eficaz e minimamente invasiva, ou a cirurgia (tireoidectomia) para remoção do nódulo, especialmente em casos de nódulos grandes ou com sintomas compressivos. Medicamentos antitireoidianos podem ser usados para controle sintomático ou como preparo para terapias definitivas. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas o reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações da tireotoxicose.
A Doença de Plummer é caracterizada por TSH suprimido e níveis elevados de T3 e/ou T4. Os anticorpos anti-tireoideanos são geralmente negativos. Na ecografia, observa-se um nódulo. A cintilografia com iodo 131 é diagnóstica, mostrando uma área de captação focal aumentada (nódulo quente) e supressão da captação no restante da glândula.
A Doença de Plummer é um hipertireoidismo causado por um nódulo autônomo, com anticorpos anti-tireoideanos negativos e captação focal na cintilografia. A Doença de Graves é uma doença autoimune, com anticorpos positivos (TRAb) e captação difusa e homogênea na cintilografia, além de poder apresentar oftalmopatia e dermopatia.
As opções de tratamento incluem iodo radioativo (terapia mais comum), cirurgia (tireoidectomia) para remoção do nódulo, ou medicamentos antitireoidianos para controle dos sintomas, especialmente em pacientes que não são candidatos a terapias definitivas ou como ponte para elas.
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