AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
As infecções pilonidais e seios pilonidais crônicos são usualmente encontrados na linha média da região sacrococcígea. Em relação a esta doença, analise as assertivas abaixo: I. Os fatores de risco para esta doença são a presença de pelos na fenda glútea, obesidade, trauma local, sedentarismo e história familiar. II. A forma aguda desta doença se manifesta como abscesso ou múltiplos trajetos subcutâneos complexos e são tratados através de drenagem com anestesia local. III. Esta doença se manifesta exclusivamente de forma aguda através de abscessos, não havendo progressão crônica. IV. A abordagem da doença crônica é a excisão da linha média e fechamento primário, porém alternativas podem ser a marsupialização ou fechamento por segunda intenção. Estão corretas as assertivas:
Doença Pilonidal: Agudo = Drenagem; Crônico = Excisão (fechamento primário ou marsupialização).
A doença pilonidal é uma condição inflamatória crônica da fenda glútea associada a pelos e trauma, exigindo drenagem na fase aguda e ressecção na fase crônica.
A doença pilonidal sacrococcígea é uma afecção comum em adultos jovens, caracterizada pela formação de trajetos fistulosos ou abscessos na linha média da região glútea. A teoria mais aceita para sua fisiopatologia é a de Karydakis, que sugere que pelos soltos, sob pressão e fricção, penetram nos poros dilatados da pele, gerando uma reação de corpo estranho e infecção secundária. Clinicamente, pode se apresentar como um achado assintomático (pits), um abscesso agudo extremamente doloroso ou seios crônicos com drenagem purulenta intermitente. O tratamento definitivo foca na remoção de todos os ninhos de pelos e trajetos epitelizados. Técnicas de retalhos (como o retalho de Limberg) são reservadas para casos complexos ou recorrentes, visando achatar a fenda glútea e reduzir a tensão na cicatriz.
Os fatores incluem obesidade, sedentarismo (profissões que exigem muito tempo sentado), excesso de pelos corporais (hirsutismo), fenda glútea profunda, trauma local repetido e história familiar positiva.
O tratamento de escolha é a incisão e drenagem simples, geralmente sob anestesia local. O objetivo é o alívio da dor e a evacuação do pus. A cura definitiva da doença pilonidal geralmente requer um segundo procedimento após a resolução do processo inflamatório agudo.
As opções incluem a excisão simples com fechamento primário (cicatrização mais rápida, mas maior risco de deiscência/infecção), a marsupialização (sutura das bordas da pele ao fundo da ferida) ou o fechamento por segunda intenção (menor taxa de recorrência, mas cicatrização lenta).
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