FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Das condições a seguir, em relação à doença de Peyronie, a que tem indicação mais precisa para o tratamento cirúrgico é:
Doença de Peyronie: Cirurgia indicada para curvatura estável que impede penetração ou disfunção erétil refratária.
A doença de Peyronie é caracterizada pela formação de placas fibróticas no pênis, causando curvatura e dor. O tratamento cirúrgico é reservado para casos em que a curvatura é estável (fase crônica da doença) e causa impedimento funcional significativo, como disfunção erétil ou incapacidade de penetração.
A Doença de Peyronie é uma condição urológica caracterizada pela formação de placas fibróticas na túnica albugínea do pênis, levando a curvatura, dor e, por vezes, disfunção erétil. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo microtraumas repetitivos e predisposição genética. É uma condição que pode impactar significativamente a qualidade de vida e a função sexual masculina, sendo crucial para residentes reconhecerem e manejarem. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, com palpação das placas e avaliação da curvatura (muitas vezes com fotos do paciente em ereção). O tratamento inicial é geralmente conservador, especialmente na fase aguda (com dor e progressão da curvatura), visando aliviar a dor e estabilizar a curvatura. Medicamentos orais, injeções intralesionais e dispositivos de tração são opções. A indicação para tratamento cirúrgico é mais precisa e reservada para a fase crônica da doença (curvatura estável por > 12 meses) e quando há um impedimento funcional significativo, como disfunção erétil que não responde a outras terapias ou uma curvatura tão acentuada que impossibilita a penetração. As técnicas cirúrgicas incluem plicatura, incisão/excisão da placa com enxerto ou implante de prótese peniana, dependendo da gravidade e da presença de disfunção erétil.
Os principais sintomas incluem curvatura peniana durante a ereção, dor (especialmente na fase aguda), encurtamento do pênis e, em alguns casos, disfunção erétil.
O tratamento cirúrgico é considerado quando a doença está na fase crônica (curvatura estável por pelo menos 3-6 meses), e a curvatura impede a penetração sexual ou está associada a disfunção erétil refratária a outros tratamentos.
As opções não cirúrgicas incluem medicamentos orais (vitamina E, pentoxifilina), injeções intralesionais (colagenase de Clostridium histolyticum, verapamil) e terapias de tração peniana.
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