SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2015
Segundo o Protocolo de Abordagem Sindrômica das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) do Ministério da Saúde, após o diagnóstico clínico da Doença Pélvica Inflamatória sem sinais de peritonite, a paciente deve receber o tratamento juntamente com seus parceiros com algum dos seguintes esquemas de tratamento:
DPI ambulatorial: Ceftriaxona + Doxiciclina + Metronidazol. Gabarito B (Penicilina + Azitromicina) trata sífilis e clamídia/gonorreia, causas comuns de DPI.
O tratamento padrão para Doença Pélvica Inflamatória (DPI) ambulatorial, conforme o Ministério da Saúde, inclui Ceftriaxona, Doxiciclina e Metronidazol para cobrir gonococos, clamídias e anaeróbios. A opção B, Penicilina benzatina e Azitromicina, trata sífilis e infecções por clamídia/gonorreia, que são etiologias importantes da DPI, mas não é o esquema completo para DPI.
A Doença Pélvica Inflamatória (DPI) é uma síndrome clínica causada pela ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o superior, afetando útero, tubas e ovários. É uma das complicações mais graves das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) em mulheres, com alta prevalência e impacto na saúde reprodutiva. A abordagem sindrômica do Ministério da Saúde visa o tratamento empírico baseado nos sintomas, cobrindo os patógenos mais comuns. O diagnóstico da DPI é clínico, baseado em dor abdominal baixa, dor à mobilização do colo uterino, dor à palpação anexial e febre. A fisiopatologia envolve a infecção ascendente, frequentemente polimicrobiana, com Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis sendo os principais gatilhos. O tratamento precoce é fundamental para prevenir sequelas como infertilidade, dor pélvica crônica e gravidez ectópica. O tratamento ambulatorial da DPI, sem sinais de peritonite ou abscesso, geralmente envolve um esquema antimicrobiano de amplo espectro. A Penicilina benzatina e Azitromicina, embora eficazes contra sífilis e clamídia/gonorreia, não constituem o tratamento completo para DPI, que requer cobertura para anaeróbios. A adesão ao tratamento e o tratamento dos parceiros são essenciais para o sucesso terapêutico e controle da doença.
O esquema padrão inclui Ceftriaxona 250 mg IM dose única, Doxiciclina 100 mg VO 12/12h por 14 dias e Metronidazol 500 mg VO 12/12h por 14 dias.
O tratamento dos parceiros é crucial para prevenir a reinfecção da paciente e a disseminação das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que causam a DPI.
Os principais agentes são Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis, e bactérias anaeróbias e facultativas da flora vaginal.
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