FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Em relação à Doença de Parkinson, assinale a afirmativa INCORRETA:
Levodopa NÃO cura Doença de Parkinson; apenas alivia sintomas, não impede progressão.
A Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva. A levodopa é o tratamento mais eficaz para os sintomas motores, mas não é curativa e não impede a progressão da degeneração neuronal. É uma terapia sintomática.
A Doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. Caracteriza-se pela perda progressiva de neurônios dopaminérgicos na substância negra, resultando em uma deficiência de dopamina no núcleo estriado. Essa deficiência é responsável pelos sintomas motores clássicos da doença, como tremor de repouso, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural. O diagnóstico da Doença de Parkinson é essencialmente clínico, baseado na presença de bradicinesia associada a tremor de repouso, rigidez ou instabilidade postural. É crucial diferenciar a Doença de Parkinson de outras síndromes parkinsonianas atípicas. A fisiopatologia envolve a formação de corpos de Lewy, agregados proteicos de alfa-sinucleína, que se espalham por diferentes áreas do cérebro. O tratamento da Doença de Parkinson é primariamente sintomático. A levodopa é o medicamento mais potente para os sintomas motores, mas seu uso prolongado pode levar a complicações motoras como discinesias e flutuações. Outras opções incluem agonistas dopaminérgicos, inibidores da MAO-B, anticolinérgicos (para tremor predominante em pacientes mais jovens) e, em casos selecionados, a estimulação cerebral profunda (DBS) como terapia cirúrgica. É fundamental que os pacientes compreendam que, embora os tratamentos melhorem a qualidade de vida, a doença é progressiva e não há cura.
Os sintomas cardinais incluem tremor de repouso, rigidez, bradicinesia (lentidão de movimentos) e instabilidade postural, que se desenvolvem progressivamente.
A levodopa é um precursor da dopamina que atravessa a barreira hematoencefálica e é convertida em dopamina no cérebro, repondo o neurotransmissor deficiente na substância negra.
Não, a DBS é indicada para casos selecionados de Doença de Parkinson avançada com flutuações motoras e discinesias refratárias ao tratamento medicamentoso otimizado, após avaliação rigorosa.
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