HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Senhora de 58 anos vem à consulta para conversar sobre seu filho de 18 anos, que tem sequelas leves de paralisia cerebral. Enquanto ela relata os fatos, não há mudança de expressão em sua face, apesar de seu humor estar depressivo. Ao examiná-la melhor, nota-se que a macha é composta por passos pequenos, discreto tremor de repouso e certa rigidez na extensão de membros superiores. A partir dessas informações, o Médico que a atende deverá iniciar uma investigação para:
Parkinson: bradicinesia + tremor de repouso + rigidez + instabilidade postural (2 de 4). Face em máscara e marcha festinante são comuns.
A paciente apresenta uma tríade clássica de sintomas motores da Doença de Parkinson: bradicinesia (marcha com passos pequenos, ausência de expressão facial), rigidez (extensão de MMSS) e tremor de repouso. A depressão é um sintoma não motor comum. Esses achados justificam a investigação para Parkinson.
A Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva, caracterizada pela perda de neurônios dopaminérgicos na substância negra do mesencéfalo. É a segunda doença neurodegenerativa mais comum, afetando principalmente idosos. O reconhecimento precoce dos sintomas é fundamental para iniciar o tratamento e melhorar a qualidade de vida do paciente, sendo um tópico relevante na prática clínica e em exames de residência. A fisiopatologia envolve a deficiência de dopamina, que leva a um desequilíbrio nos gânglios da base, resultando nos sintomas motores clássicos. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de bradicinesia (lentidão dos movimentos) associada a pelo menos um dos outros três sinais cardinais: tremor de repouso, rigidez ou instabilidade postural. Outros achados importantes incluem a marcha parkinsoniana (passos pequenos, arrastados, festinação), a face em máscara (hipomimia) e a micrografia. Sintomas não motores como depressão, ansiedade e distúrbios do sono são também muito comuns e podem preceder os motores. O tratamento é principalmente sintomático, visando repor a dopamina ou mimetizar sua ação. A levodopa é o medicamento mais eficaz, mas outros fármacos como agonistas dopaminérgicos, inibidores da MAO-B e inibidores da COMT também são utilizados. O manejo multidisciplinar, incluindo fisioterapia e terapia ocupacional, é essencial. O prognóstico varia, mas a doença é progressiva, e o tratamento busca controlar os sintomas e otimizar a funcionalidade do paciente.
Os quatro sinais cardinais da Doença de Parkinson são tremor de repouso, rigidez (em "roda denteada"), bradicinesia (lentidão dos movimentos) e instabilidade postural. O diagnóstico requer a presença de bradicinesia mais pelo menos um dos outros três.
A "face em máscara" ou hipomimia é a redução da expressão facial, resultando em uma aparência inexpressiva ou "congelada". É um sintoma de bradicinesia facial, onde os músculos da face se movem menos, dificultando a expressão de emoções.
Além dos sintomas motores, a Doença de Parkinson pode apresentar sintomas não motores como depressão, ansiedade, distúrbios do sono (como distúrbio comportamental do sono REM), constipação, disfunção olfatória (hiposmia) e dor.
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