UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021
A doença de Parkinson se caracteriza por se tratar de distúrbio neurológico estigmatizado predominantemente pela presença de tremor involuntário de difícil controle. Que parte do cérebro e qual o neurotransmissor envolvido na patologia?
Parkinson → Degeneração neurônios dopaminérgicos na Substância Negra.
A Doença de Parkinson é caracterizada pela degeneração progressiva dos neurônios dopaminérgicos na substância negra do mesencéfalo. Essa perda de dopamina nos gânglios da base leva aos sintomas motores clássicos da doença, como tremor de repouso, bradicinesia, rigidez e instabilidade postural.
A Doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurodegenerativo progressivo, o segundo mais comum após a doença de Alzheimer. Caracteriza-se pela perda seletiva de neurônios dopaminérgicos na pars compacta da substância negra, uma estrutura localizada no mesencéfalo. Essa degeneração resulta em uma deficiência de dopamina nos gânglios da base, impactando o controle motor. A fisiopatologia central envolve a formação de corpos de Lewy, agregados intracelulares de alfa-sinucleína, que são marcadores patológicos da doença. A redução da dopamina leva a um desequilíbrio nos circuitos dos núcleos da base, resultando nos sintomas motores clássicos: tremor de repouso, bradicinesia, rigidez e instabilidade postural. O diagnóstico é clínico, baseado na presença desses sintomas. O tratamento é sintomático, visando restaurar os níveis de dopamina ou modular sua ação, sendo a levodopa a terapia mais eficaz. Terapias adjuvantes e não farmacológicas também são importantes para o manejo da qualidade de vida dos pacientes.
Os quatro sintomas motores cardinais são tremor de repouso, bradicinesia (lentidão de movimentos), rigidez (fenômeno da roda denteada) e instabilidade postural.
A dopamina é um neurotransmissor essencial para a regulação dos movimentos nos núcleos da base. Sua deficiência na substância negra leva a um desequilíbrio entre as vias direta e indireta, resultando em inibição excessiva do tálamo e redução da ativação cortical, manifestando-se como lentidão e dificuldade de iniciar movimentos.
O tratamento farmacológico visa repor a dopamina ou mimetizar sua ação, sendo a levodopa o medicamento mais eficaz. Outras opções incluem agonistas dopaminérgicos, inibidores da MAO-B, inibidores da COMT e anticolinérgicos, dependendo do estágio da doença e dos sintomas predominantes.
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