SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2026
Paciente com doença de Parkinson há mais de 5 anos apresenta flutuações motoras e episódios de discinesias induzidas por levodopa. A conduta neste caso baseado no último Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Parkinson do Ministério da Saúde seria:
Flutuações motoras/discinesias → associar Entacapona (inibidor COMT) para estabilizar levodopa.
Em pacientes com Parkinson avançado apresentando flutuações, a adição de inibidores da COMT prolonga a meia-vida da levodopa, reduzindo o tempo 'off'.
A Doença de Parkinson é caracterizada pela degeneração de neurônios dopaminérgicos na substância negra. Após 5 a 10 anos de tratamento com levodopa, a maioria dos pacientes desenvolve complicações motoras. O fenômeno de 'wearing-off' ocorre quando o efeito da medicação dura menos tempo, enquanto as discinesias surgem devido à janela terapêutica estreita. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde orienta que, diante de flutuações, deve-se otimizar a terapia atual. A entacapona atua especificamente na via metabólica periférica, garantindo que mais levodopa chegue ao sistema nervoso central de forma estável. Essa estratégia é preferível ao aumento simples da dose, que frequentemente exacerba movimentos involuntários.
A entacapona é um inibidor reversível e seletivo da enzima catecol-O-metiltransferase (COMT). Sua principal função é inibir a degradação periférica da levodopa, aumentando sua biodisponibilidade e prolongando sua meia-vida plasmática. Isso permite uma estimulação dopaminérgica mais contínua, sendo fundamental para reduzir os episódios de 'wearing-off' (deterioração de fim de dose) em pacientes que já apresentam flutuações motoras após anos de tratamento.
As discinesias são movimentos involuntários anormais (coreicos ou distônicos) que ocorrem geralmente no pico de ação da levodopa (discinesia de pico de dose). Elas resultam da estimulação pulsátil dos receptores dopaminérgicos no estriado, em contraste com a estimulação tônica fisiológica. O manejo envolve fracionar doses, associar amantadina ou usar inibidores da COMT para suavizar as oscilações plasmáticas da droga.
A terapia combinada é indicada quando o paciente apresenta perda de eficácia da levodopa ao longo do dia ou efeitos colaterais relacionados às flutuações. Segundo o PCDT, a associação de agonistas dopaminérgicos (como pramipexol), inibidores da MAO-B (selegilina) ou inibidores da COMT (entacapona) deve ser considerada para otimizar o controle motor e melhorar a qualidade de vida antes de considerar intervenções cirúrgicas.
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