UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
Paciente de 74 anos, sexo masculino, vai até o ambulatório geral referindo tremor em repouso que alivia com o movimento, instabilidade postural, bradicinesia e rigidez. O filho que o acompanha, relata prejuízo de memória, comprometimento da atenção e função executiva. Sobre o tratamento desta condição:
Doença de Parkinson: iMAO-B (selegilina) = monoterapia inicial, efeito sintomático discreto, atrasa L-dopa.
Na Doença de Parkinson, os inibidores da monoaminoxidase B (iMAO-B), como a selegilina, são opções para monoterapia na fase inicial da doença, oferecendo um efeito sintomático discreto e potencial neuroproteção, o que pode atrasar a necessidade de L-dopa.
A Doença de Parkinson é um distúrbio neurodegenerativo progressivo que afeta principalmente o sistema motor, mas também pode causar uma variedade de sintomas não motores. É a segunda doença neurodegenerativa mais comum, após a doença de Alzheimer, e sua prevalência aumenta com a idade. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A fisiopatologia da Doença de Parkinson envolve a degeneração dos neurônios dopaminérgicos na substância negra, levando à deficiência de dopamina. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de pelo menos dois dos quatro sintomas cardinais: tremor em repouso, bradicinesia, rigidez e instabilidade postural. É importante diferenciar de outras síndromes parkinsonianas atípicas. O tratamento farmacológico visa repor a dopamina ou mimetizar sua ação. A L-dopa é o tratamento mais eficaz para os sintomas motores, mas seu uso prolongado pode levar a complicações motoras. Outras opções incluem agonistas dopaminérgicos, inibidores da MAO-B (como a selegilina, que são úteis na fase inicial para sintomas leves e podem atrasar a necessidade de L-dopa) e anticolinérgicos (mais para tremor em jovens). O manejo de sintomas não motores, como a demência, requer abordagens específicas, evitando medicamentos que possam piorar os sintomas parkinsonianos.
Os sintomas cardinais da Doença de Parkinson incluem tremor em repouso (que melhora com o movimento), bradicinesia (lentidão dos movimentos), rigidez e instabilidade postural. Sintomas não motores como prejuízo cognitivo também são comuns.
A L-dopa é a medicação mais potente para os sintomas motores do Parkinson. Geralmente é iniciada quando os sintomas começam a impactar significativamente a qualidade de vida do paciente, especialmente em idosos. Em pacientes mais jovens, pode-se optar por outras classes para atrasar seu uso e as discinesias associadas.
Os inibidores da MAO-B, como a selegilina e a rasagilina, são utilizados como monoterapia na fase inicial da Doença de Parkinson para sintomas leves, oferecendo um efeito sintomático discreto e um possível benefício neuroprotetor, o que pode atrasar a necessidade de iniciar a L-dopa.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo