Doença de Parkinson: Sintomas Motores e Não Motores

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020

Enunciado

Homem de 69 anos de idade é atendido com o relato de dificuldade para deambular. O quadro teve início há dois anos e tem piorado progressivamente. Refere também que tem apresentado ""esquecimento fácil"" e tremor de repouso em extremidades. Nega cefaleia, tontura, incontinência fecal ou urinária. Exame físico: Glasgow: 15; ele anda com passos curtos, tronco inclinado para frente, mas não apresenta desequilíbrio ou diminuição da força; há uma certa rigidez inicial à movimentação passiva dos membros. Em relação à principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) a doença pode cursar com manifestações cognitivas ou psiquiátricas.
  2. B) a sobrevida dos pacientes tratados adequadamente é semelhante à população emgeral.
  3. C) insuficiência respiratória é uma manifestação inicial frequente.
  4. D) o diagnóstico de certeza só pode ser feito com ressonância magnética de crânio.
  5. E) paralisia de nervos cranianos pode ser a manifestação inicial da doença.

Pérola Clínica

Doença de Parkinson: tríade clássica (tremor repouso, rigidez, bradicinesia) + manifestações não motoras (cognitivas, psiquiátricas).

Resumo-Chave

A Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva caracterizada por sintomas motores (tremor de repouso, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural) e uma ampla gama de sintomas não motores, que incluem disfunções cognitivas (demência), distúrbios do sono, depressão, ansiedade e psicose. Essas manifestações não motoras podem preceder os sintomas motores e impactar significativamente a qualidade de vida.

Contexto Educacional

A Doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum, afetando predominantemente indivíduos idosos. Caracteriza-se pela perda progressiva de neurônios dopaminérgicos na substância negra pars compacta, levando a uma deficiência de dopamina nos gânglios da base. A etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais, e a doença é progressiva e incurável, embora os sintomas possam ser controlados com tratamento. O diagnóstico da DP é clínico, baseado na presença de bradicinesia associada a tremor de repouso, rigidez ou instabilidade postural. É fundamental reconhecer também os sintomas não motores, que muitas vezes precedem os motores e podem ser mais incapacitantes. Estes incluem disfunções cognitivas (demência, que afeta cerca de 30% dos pacientes), distúrbios psiquiátricos (depressão, ansiedade, psicose), distúrbios do sono, disautonomia (hipotensão ortostática, constipação) e fadiga. O tratamento da DP é sintomático e multidisciplinar, visando melhorar a qualidade de vida do paciente. A levodopa é o tratamento mais eficaz para os sintomas motores. Outras opções incluem agonistas dopaminérgicos, inibidores da MAO-B e inibidores da COMT. O manejo das manifestações não motoras é igualmente importante e pode envolver farmacoterapia específica e terapias não farmacológicas, como fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas motores da Doença de Parkinson?

Os principais sintomas motores são o tremor de repouso, a rigidez (sinal da roda denteada), a bradicinesia (lentidão dos movimentos) e a instabilidade postural, que levam a quedas frequentes e dificuldade de deambulação.

Quais manifestações não motoras podem ocorrer na Doença de Parkinson?

As manifestações não motoras são diversas e incluem disfunções cognitivas (demência), distúrbios do humor (depressão, ansiedade), distúrbios do sono (distúrbio comportamental do sono REM), fadiga, dor e disautonomia, como hipotensão ortostática e constipação.

O diagnóstico da Doença de Parkinson pode ser feito apenas clinicamente?

Sim, o diagnóstico da Doença de Parkinson é essencialmente clínico, baseado na presença de bradicinesia associada a tremor de repouso ou rigidez. Exames de imagem auxiliam no diagnóstico diferencial, mas não são confirmatórios para a doença.

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