UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
Os níveis séricos de fosfatase alcalina óssea encontram-se mais elevados na seguinte situação:
Doença de Paget → ↑ Fosfatase Alcalina Óssea (FA-O) devido à hiperatividade osteoblástica.
A fosfatase alcalina óssea é um marcador de formação óssea. Na Doença de Paget, há um aumento desorganizado da remodelação óssea, com intensa atividade osteoblástica compensatória à reabsorção osteoclástica, resultando em elevação significativa da FA-O.
A Doença de Paget, ou osteíte deformante, é uma doença crônica do esqueleto caracterizada por um distúrbio focal da remodelação óssea. É a segunda doença óssea metabólica mais comum após a osteoporose, afetando principalmente indivíduos acima de 50 anos, com prevalência aumentando com a idade. Sua importância clínica reside nas complicações como dor óssea, deformidades, fraturas e compressão nervosa. A fisiopatologia envolve um aumento desorganizado da atividade osteoclástica, seguido por uma atividade osteoblástica compensatória e excessiva, resultando na formação de osso estruturalmente anormal e frágil. A fosfatase alcalina óssea (FA-O) é um marcador bioquímico de formação óssea e encontra-se significativamente elevada na Doença de Paget devido à intensa atividade osteoblástica, sendo um indicador chave para o diagnóstico e monitoramento da atividade da doença. O tratamento da Doença de Paget visa aliviar os sintomas e prevenir complicações, sendo os bisfosfonatos a terapia de primeira linha, pois inibem a atividade osteoclástica. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a monitorização regular da FA-O e de sintomas é crucial. É fundamental para o residente reconhecer a elevação da FA-O como um forte indício de Paget, diferenciando-a de outras causas de aumento da fosfatase alcalina.
A Doença de Paget pode ser assintomática, mas pode causar dor óssea, deformidades ósseas (ex: aumento do crânio), fraturas patológicas, compressão nervosa e surdez.
O diagnóstico é feito pela elevação da fosfatase alcalina sérica (principalmente a fração óssea), radiografias que mostram alterações líticas e blásticas, e cintilografia óssea para avaliar a extensão da doença.
O tratamento visa controlar a dor e prevenir complicações, sendo os bisfosfonatos a principal classe de medicamentos, que inibem a reabsorção óssea excessiva.
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