Doença de Osgood-Schlatter: Diagnóstico e Manejo em Crianças

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024

Enunciado

Um paciente de 11 anos de idade compareceu à consulta queixando-se de dor logo abaixo do joelho direito há três meses. Referiu piora durante a prática de atividade física, mas um pouco de dor se mantém mesmo em repouso. Negou trauma no local e contou que é praticante de beach tênis. Ao exame físico, sentiu dor à palpação na região da tuberosidade da tíbia direita. Negou dor nas articulações dos quadris, joelhos e tornozelos, mas realizou exame de raios X que revelaram alteração. O diagnóstico, nesse caso, é

Alternativas

  1. A) dor do crescimento.
  2. B) doença de Osgood-Schlatter.
  3. C) doença de Legg-Calvé-Perthes.
  4. D) doença de Sever.

Pérola Clínica

Dor na tuberosidade da tíbia em adolescente ativo = Doença de Osgood-Schlatter (apofisite de tração).

Resumo-Chave

A Doença de Osgood-Schlatter é uma apofisite de tração comum em adolescentes ativos, especialmente meninos, caracterizada por dor e inchaço na tuberosidade da tíbia. A dor piora com a atividade física e melhora com o repouso. O diagnóstico é clínico, mas o raio-X pode mostrar fragmentação ou proeminência da tuberosidade.

Contexto Educacional

A dor no joelho em crianças e adolescentes é uma queixa comum na prática pediátrica e ortopédica. A Doença de Osgood-Schlatter é uma das causas mais frequentes, especialmente em indivíduos ativos durante os picos de crescimento. É crucial para o residente saber identificar essa condição para um diagnóstico e manejo adequados, evitando investigações desnecessárias ou atrasos no tratamento. A Doença de Osgood-Schlatter é uma apofisite de tração que afeta a tuberosidade da tíbia, onde o tendão patelar se insere. É causada por estresse repetitivo e microtraumas nessa área de crescimento ósseo, comum em esportes que envolvem corrida, saltos e mudanças rápidas de direção. Os sintomas incluem dor localizada, inchaço e sensibilidade à palpação na tuberosidade tibial, com piora durante a atividade física e alívio com o repouso. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. Radiografias podem ser úteis para confirmar o diagnóstico, descartar outras patologias e visualizar fragmentação ou proeminência da tuberosidade. O tratamento é conservador, focado em repouso relativo, gelo, analgésicos e fisioterapia para alongamento e fortalecimento. A condição geralmente se resolve espontaneamente com o fechamento das placas de crescimento, mas pode persistir por meses ou anos. É importante diferenciar de outras condições como dor do crescimento, fraturas por estresse ou outras osteocondroses.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas típicos da Doença de Osgood-Schlatter?

Os sintomas incluem dor e inchaço na tuberosidade da tíbia, logo abaixo do joelho. A dor piora com atividades que envolvem flexão e extensão do joelho, como correr, pular e subir escadas, e melhora com o repouso.

Qual a fisiopatologia da Doença de Osgood-Schlatter?

É uma apofisite de tração causada por microtraumas repetitivos no tendão patelar em sua inserção na tuberosidade da tíbia, uma área de crescimento cartilaginoso. Isso leva a inflamação, dor e, em alguns casos, fragmentação óssea da apófise.

Como diferenciar Osgood-Schlatter de outras causas de dor no joelho em crianças?

Osgood-Schlatter é caracterizada por dor localizada na tuberosidade da tíbia, piora com atividade e melhora com repouso. Dor do crescimento é difusa e noturna. Legg-Calvé-Perthes afeta o quadril. Doença de Sever afeta o calcanhar, e fraturas por estresse têm histórico de trauma mais agudo.

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