Doença de Osgood-Schlatter: Diagnóstico e Manejo em Adolescentes

HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Menino, 12 anos de idade, procurou o atendimento na Unidade Básica de Saúde, queixando-se de dor e leve aumento de volume na região infrapatelar direita. O adolescente relatou prática intensa de esportes, principalmente futebol. A Radiografia demonstrou fragmentação do tubérculo tibial. A principal hipótese diagnóstica seria

Alternativas

  1. A) Doença de Osgood-Schlatter
  2. B) Tumor ósseo
  3. C) Doença de Server
  4. D) Doença de Legg Calvé Perthes

Pérola Clínica

Osgood-Schlatter = apofisite tubérculo tibial em adolescentes atletas com dor infrapatelar e fragmentação radiográfica.

Resumo-Chave

A Doença de Osgood-Schlatter é uma osteocondrose da tuberosidade tibial, comum em adolescentes ativos, especialmente meninos. A tração repetitiva do tendão patelar na apófise em crescimento causa microtraumas, inflamação e, em casos crônicos, fragmentação óssea visível na radiografia.

Contexto Educacional

A Doença de Osgood-Schlatter é uma osteocondrose da tuberosidade tibial, uma condição ortopédica comum em adolescentes em fase de crescimento, especialmente meninos entre 10 e 15 anos que praticam esportes que envolvem corrida e saltos, como futebol e basquete. É caracterizada por dor e inchaço na região infrapatelar, devido à tração repetitiva do tendão patelar na apófise tibial, que ainda não está completamente ossificada. A fisiopatologia envolve microtraumas repetitivos na inserção do tendão patelar, levando a uma resposta inflamatória e, em alguns casos, à fragmentação do osso em crescimento. O diagnóstico é predominantemente clínico, com a radiografia de joelho sendo um exame complementar para confirmar a fragmentação ou proeminência da tuberosidade tibial e excluir outras causas de dor. É crucial suspeitar desta condição em adolescentes ativos com dor localizada abaixo da patela. O tratamento é conservador e visa o alívio dos sintomas, incluindo repouso relativo das atividades que exacerbam a dor, aplicação de gelo, uso de analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides, e fisioterapia para alongamento e fortalecimento muscular. O prognóstico é geralmente excelente, com a resolução dos sintomas ocorrendo com a maturação esquelética, embora uma proeminência residual da tuberosidade tibial possa persistir.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da Doença de Osgood-Schlatter?

Os sinais clássicos incluem dor e inchaço na tuberosidade tibial, logo abaixo da patela, que piora com atividades físicas como correr, pular e subir escadas. Pode haver sensibilidade à palpação local.

Como é feito o diagnóstico da Doença de Osgood-Schlatter?

O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A radiografia de joelho pode mostrar fragmentação ou proeminência da tuberosidade tibial, mas é mais útil para excluir outras patologias.

Qual o tratamento inicial para a Doença de Osgood-Schlatter?

O tratamento é conservador e focado no alívio da dor, incluindo repouso relativo, aplicação de gelo, analgésicos/anti-inflamatórios e alongamento da musculatura da coxa. A maioria dos casos resolve-se com o fim do crescimento.

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