Osgood-Schlatter: Diagnóstico e Manejo em Adolescentes

Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2024

Enunciado

Adolescente, sexo masculino, 12 anos de idade, está em consulta de rotina. Na consulta anterior, há 6 meses, foi notado que ele estava com sobrepeso, sendo orientado mudanças dietéticas e indicada a realização de atividade física. Desde então ele começou a praticar futebol e basquete, ambos 2 vezes por semana, 1 hora por vez. Contudo, nos últimos 3 meses, ele tem se queixado de dor em ambos os joelhos, que surge no momento da atividade física, e melhora com repouso e com uso de ibuprofeno. Ele realizou radiografia dos joelhos, com as imagens abaixo. Assinale a alternativa com a hipótese diagnóstica mais provável:

Alternativas

  1. A) Condromalácia patelar subaguda.
  2. B) Apofisite do tubérculo tibial (Doença de Osgood-Schlatter).
  3. C) Dor recorrente de membros inferiores (dor de crescimento).
  4. D) Osteomielite traumática crônica de placa tibial.
  5. E) Fratura pregressa da placa de crescimento da tíbia (Doença de Blount).

Pérola Clínica

Osgood-Schlatter = Adolescente + dor infrapatelar bilateral + atividade física + melhora com repouso.

Resumo-Chave

A Doença de Osgood-Schlatter é uma apofisite de tração do tubérculo tibial, comum em adolescentes ativos, especialmente meninos, durante picos de crescimento. A dor é exacerbada pela atividade física e aliviada pelo repouso, sendo frequentemente bilateral.

Contexto Educacional

A Doença de Osgood-Schlatter é uma condição ortopédica comum em adolescentes, caracterizada por dor e inflamação na tuberosidade tibial, onde o tendão patelar se insere. É uma apofisite de tração, mais prevalente em meninos durante o estirão de crescimento, especialmente aqueles envolvidos em esportes que exigem corrida e saltos, como futebol e basquete. A importância clínica reside em seu reconhecimento para evitar tratamentos desnecessários e tranquilizar pacientes e familiares. A fisiopatologia envolve microtraumas repetitivos na apófise tibial imatura, levando à inflamação e, por vezes, à fragmentação óssea. O diagnóstico é primariamente clínico, com base na história de dor na região infrapatelar que piora com a atividade e melhora com o repouso. O exame físico revela dor à palpação do tubérculo tibial e, por vezes, um inchaço local. Radiografias podem ser úteis para excluir outras patologias, mas não são diagnósticas por si só. O tratamento é conservador e focado no alívio dos sintomas. Inclui repouso relativo, modificação das atividades físicas, aplicação de gelo, uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e fisioterapia para alongamento da musculatura posterior da coxa e fortalecimento do quadríceps. O prognóstico é excelente, com a maioria dos casos resolvendo-se espontaneamente com o fechamento das placas de crescimento.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da Doença de Osgood-Schlatter?

Os sintomas incluem dor e inchaço no tubérculo tibial, piorando com atividade física como correr e pular, e melhorando com repouso.

Como é feito o diagnóstico da Doença de Osgood-Schlatter?

O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. Radiografias podem mostrar fragmentação ou proeminência do tubérculo tibial, mas não são essenciais para o diagnóstico inicial.

Qual o tratamento recomendado para a Doença de Osgood-Schlatter?

O tratamento é conservador, com repouso relativo, gelo, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e fisioterapia para alongamento e fortalecimento. A condição geralmente se resolve com a maturidade esquelética.

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