HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023
Adolescente, 13 anos, tem como queixa principal dor em ambos os joelhos, principalmente o direito, de forte intensidade com melhora ao repouso. Relata piora aos esforços e durante atividade física. Ao exame apresenta IMC 27Kg/m², Tanner G3P3, com dor à palpação na tuberosidade anterior da tíbia direita. O diagnóstico provável é:
Adolescente ativo com dor na tuberosidade tibial que piora com esforço e melhora com repouso → Doença de Osgood-Schlatter.
A Doença de Osgood-Schlatter é uma apofisite da tuberosidade tibial, comum em adolescentes ativos, especialmente meninos, devido ao estresse repetitivo na inserção do tendão patelar. A dor é localizada, piora com atividade e melhora com repouso.
A Doença de Osgood-Schlatter é uma condição ortopédica comum na adolescência, caracterizada por uma apofisite de tração da tuberosidade tibial. É uma causa frequente de dor no joelho em jovens atletas, sendo crucial para residentes reconhecerem seus sinais e sintomas para um diagnóstico preciso e manejo adequado. A fisiopatologia envolve o estresse repetitivo do tendão patelar na sua inserção na tuberosidade tibial, que ainda é cartilaginosa e vulnerável durante o estirão de crescimento. Isso leva a microtraumas, inflamação e, em alguns casos, avulsão parcial da apófise. O diagnóstico é essencialmente clínico, com dor localizada na tuberosidade tibial, agravada pela atividade física e aliviada pelo repouso. O tratamento é conservador, focando em repouso relativo, modificação das atividades, gelo, analgésicos e fisioterapia para fortalecimento e alongamento. A condição geralmente se resolve espontaneamente com o fechamento das placas de crescimento. É importante orientar o paciente e os pais sobre a natureza benigna da doença e a importância da adesão ao tratamento para evitar recorrências e complicações.
Os sintomas incluem dor na tuberosidade anterior da tíbia, que piora com atividades físicas como correr e pular, e melhora com o repouso. Pode haver inchaço e sensibilidade local.
Afeta principalmente adolescentes, especialmente meninos, durante os picos de crescimento e que praticam esportes que envolvem corrida e saltos, como futebol e basquete.
O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, com dor à palpação da tuberosidade tibial. Radiografias podem ser realizadas para excluir outras condições, mas geralmente não são necessárias para o diagnóstico inicial.
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