CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011
Na cegueira noturna congênita estacionária com alteração da coloração do fundo de olho (doença de Oguchi):
Oguchi → Fundo metálico que normaliza após adaptação prolongada ao escuro (Fenômeno de Mizuo-Nakamura).
A doença de Oguchi é uma forma de cegueira noturna congênita estacionária caracterizada por um brilho metálico dourado no fundo de olho que desaparece após horas no escuro, retornando ao normal.
A Doença de Oguchi faz parte do espectro das cegueiras noturnas congênitas estacionárias (CSNB). Diferente de outras formas de CSNB, ela apresenta uma alteração morfológica visível no fundo de olho. O diagnóstico diferencial deve incluir a fundus albipunctatus, que também apresenta cegueira noturna e alterações de fundo, mas com pontos esbranquiçados. Clinicamente, o paciente queixa-se de hemeralopia (cegueira noturna) desde a infância, mas mantém boa visão diurna. O reconhecimento do fenômeno de Mizuo-Nakamura é crucial para evitar diagnósticos errôneos de degenerações retinianas progressivas, já que a Oguchi é estacionária e possui prognóstico visual favorável para visão central.
É a característica patognomônica da Doença de Oguchi, onde o fundo de olho apresenta uma coloração metálica dourada ou acinzentada sob luz, mas recupera a aparência normal avermelhada após um período prolongado (2 a 3 horas) de adaptação total ao escuro.
O ERG mostra uma resposta de bastonetes (escotópica) severamente reduzida ou ausente com estímulos padrão, mas que pode se normalizar ou melhorar significativamente após adaptação muito prolongada ao escuro, refletindo o atraso na ressíntese de rodopsina.
É uma condição autossômica recessiva causada por mutações nos genes SAG (que codifica a arrestina) ou GRK1 (que codifica a rodopsina quinase), ambos essenciais para a desativação rápida da cascata de fototransdução nos fotorreceptores.
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