HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025
Após a colonização da nasofaringe, a probabilidade de desenvolver doença meningocócica invasiva dependerá de diversos fatores, sendo:
Doença meningocócica invasiva = Virulência da cepa + Suscetibilidade do hospedeiro + Falha na eliminação bacteriana (anticorpos + complemento).
A progressão da colonização por *Neisseria meningitidis* para doença invasiva é multifatorial. Depende da virulência do meningococo (ex: cápsula), da imunidade do hospedeiro e, crucialmente, da presença de anticorpos bactericidas que ativam o sistema complemento para eliminar a bactéria da corrente sanguínea.
A doença meningocócica invasiva (DMI) é uma infecção grave causada pela bactéria *Neisseria meningitidis*. Embora muitas pessoas sejam portadoras assintomáticas do meningococo na nasofaringe, uma pequena parcela desenvolve a doença invasiva, como meningite ou meningococcemia, que possui alta letalidade e potencial para sequelas graves. A transição de colonização para invasão é um evento complexo e multifatorial. O primeiro fator é a virulência da cepa bacteriana, determinada por características como a presença de uma cápsula polissacarídica que impede a fagocitose. O segundo fator são as condições imunitárias do hospedeiro, incluindo fatores genéticos, estado nutricional e presença de coinfecções virais que possam danificar a mucosa respiratória. O terceiro e crucial fator é a capacidade do sistema imune de eliminar o agente caso ele atinja a corrente sanguínea. Essa eliminação depende da ação de anticorpos séricos específicos com atividade bactericida. Esses anticorpos se ligam à superfície do meningococo e ativam o sistema complemento, culminando na formação do Complexo de Ataque à Membrana (MAC) e na lise da bactéria. A falha em qualquer um desses pilares aumenta significativamente o risco de DMI.
Os principais são a cápsula polissacarídica, que é antifagocitária e base para a classificação em sorogrupos (A, B, C, W, Y); as fímbrias (pili), que mediam a adesão à nasofaringe; e a produção de lipopolissacarídeo (LPS ou endotoxina), responsável pela resposta inflamatória sistêmica e choque séptico.
O sistema complemento, especialmente a via terminal (componentes C5 a C9) que forma o Complexo de Ataque à Membrana (MAC), é fundamental para a lise direta da bactéria (bacteriólise) na corrente sanguínea. Sua deficiência aumenta drasticamente o risco de doença invasiva.
As vacinas conjugadas induzem a produção de anticorpos IgG específicos contra a cápsula polissacarídica do meningococo. Esses anticorpos se ligam à bactéria, promovem a opsonização para fagocitose e ativam o sistema complemento pela via clássica, levando à eliminação eficaz do agente.
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