UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
A taxa de letalidade associada à doença meningocócica invasiva é elevada. A maioria das mortes ocorre dentro das primeiras 48 horas de hospitalização. Nessa situação clínica, qual dos fatores abaixo tem sido implicado a um pior prognóstico?
Petéquias < 12h da internação na doença meningocócica invasiva → pior prognóstico.
A doença meningocócica invasiva (DMI) é uma emergência médica com alta letalidade. A rápida progressão das lesões cutâneas, como petéquias e púrpura, especialmente se presentes em menos de 12 horas da admissão, indica uma rápida disseminação bacteriana e resposta inflamatória sistêmica grave, associada a choque séptico e pior prognóstico.
A doença meningocócica invasiva (DMI), causada pela Neisseria meningitidis, é uma infecção bacteriana grave com alta taxa de letalidade, especialmente nas primeiras 48 horas de hospitalização. A apresentação clínica pode variar de meningite isolada a meningococcemia fulminante, caracterizada por choque séptico e púrpura fulminans. O reconhecimento precoce e o início imediato do tratamento são cruciais para a sobrevida. Diversos fatores prognósticos têm sido associados a um desfecho desfavorável na DMI. Entre eles, a presença de lesões cutâneas hemorrágicas, como petéquias e púrpura, é um marcador de gravidade. A rápida progressão dessas lesões, especialmente se surgem em menos de 12 horas da internação, indica uma resposta inflamatória sistêmica exacerbada, coagulopatia intravascular disseminada (CIVD) e maior risco de choque refratário e falência de múltiplos órgãos. Outros indicadores de mau prognóstico incluem hipotensão arterial, acidose metabólica, leucopenia (em vez de leucocitose), trombocitopenia, e sinais de disfunção orgânica. O manejo da DMI envolve antibioticoterapia empírica de amplo espectro (geralmente ceftriaxona ou cefotaxima), suporte hemodinâmico agressivo para o choque, e monitorização contínua para complicações como CIVD e insuficiência adrenal. A vacinação é a principal medida preventiva.
Sinais de alerta incluem febre alta, cefaleia intensa, rigidez de nuca, vômitos, fotofobia, e especialmente o surgimento rápido de lesões cutâneas petequiais ou purpúricas, que indicam meningococcemia.
Petéquias que surgem rapidamente (em menos de 12 horas) indicam uma rápida progressão da infecção e coagulopatia intravascular disseminada (CIVD), frequentemente associadas a choque séptico e falência de múltiplos órgãos, resultando em maior mortalidade.
O tempo é crítico na doença meningocócica invasiva. O início precoce da antibioticoterapia intravenosa, idealmente na primeira hora após a suspeita, é fundamental para reduzir a mortalidade e as sequelas neurológicas.
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