Doença Meningocócica: Reservatório, Transmissão e Epidemiologia

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025

Enunciado

A doença meningocócica é uma infecção bacteriana aguda. Quando se apresenta na forma de doença invasiva, caracteriza-se por uma ou mais síndromes clínicas, sendo a meningite meningocócica a mais frequente delas e a meningococcemia, a forma mais grave. Em relação a doença meningocócica, é verdadeiro afirmar:

Alternativas

  1. A) O agente etiológico é a Neisseria meningitidis (meningococo) um diplococo gram-positivo, anaeróbico, imóvel, pertencente à família Neisseriaceae.
  2. B) O reservatório é o homem, sendo a nasofaringe o local de colonização do microrganismo.
  3. C) Todo caso confirmado deve ser notificado imediatamente e os casos suspeitos devem ser melhor avaliados e após a bacterioscopia serem notificados.
  4. D) Para encerramento do caso utilizando o critério clínico – caso de meningococcemia ou de meningite meningocócica associada à meningococcemia, deve vir acompanhado de exames laboratoriais positivos.
  5. E) A quimioprofilaxia, assegura efeito protetor absoluto e prolongado, e tem sido adotada como uma medida eficaz na prevenção de casos secundários.

Pérola Clínica

Doença meningocócica: reservatório = homem, colonização = nasofaringe.

Resumo-Chave

A Neisseria meningitidis é um diplococo Gram-negativo cujo único reservatório natural é o ser humano, colonizando a nasofaringe de indivíduos assintomáticos, o que facilita a transmissão por gotículas respiratórias.

Contexto Educacional

A doença meningocócica é uma infecção bacteriana aguda causada pela Neisseria meningitidis, um diplococo Gram-negativo. É uma condição grave, com alta morbimortalidade, que pode se manifestar como meningite (inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal) ou meningococcemia (infecção generalizada com sepse e choque). A doença é de notificação compulsória e tem importância epidemiológica devido ao seu potencial de causar surtos. O reservatório exclusivo da Neisseria meningitidis é o ser humano, e a bactéria coloniza a nasofaringe de indivíduos assintomáticos, que atuam como portadores. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, especialmente em ambientes fechados e aglomerados. O diagnóstico é feito por cultura de líquor ou sangue, ou por métodos moleculares como PCR. A suspeita clínica é crucial, baseada em sintomas como febre, cefaleia, rigidez de nuca, fotofobia e, na meningococcemia, rash petequial ou purpúrico. O tratamento é feito com antibióticos intravenosos de amplo espectro, como ceftriaxona ou penicilina G, iniciados o mais rápido possível. A quimioprofilaxia é indicada para contatos próximos do caso índice para prevenir casos secundários, mas não oferece proteção absoluta e prolongada. A vacinação é a principal medida preventiva a longo prazo, com vacinas disponíveis para diferentes sorogrupos.

Perguntas Frequentes

Qual o agente etiológico da doença meningocócica e suas características?

O agente é a Neisseria meningitidis, um diplococo Gram-negativo, aeróbico, imóvel e oxidase-positivo, com vários sorogrupos (A, B, C, Y, W-135).

Como ocorre a transmissão da Neisseria meningitidis?

A transmissão ocorre por meio de gotículas respiratórias ou contato direto com secreções de nasofaringe de pessoas infectadas ou portadores assintomáticos.

Quais são as principais formas clínicas da doença meningocócica?

As principais formas são a meningite meningocócica (inflamação das meninges) e a meningococcemia (infecção sistêmica grave com sepse e rash cutâneo), que pode ser fulminante.

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