Doença Meningocócica: Manejo e Prevenção da Transmissão

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021

Enunciado

Paciente com 2 anos, com quadro de febre há 48 horas, vômitos e irritabilidade é levado à emergência devido vômitos, porém com início de manchas arroxeadas na pele, sendo feita suspeita de doença meningocócica e iniciado prontamente o protocolo de sepse. Com relação a doença meningocócica, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A apresentação da doença é somente com quadro de septicemia.
  2. B) Notificar somente após resultado de hemocultura ou cultura de líquido cefalorraquidiano.
  3. C) Paciente deve ser colocado em isolamento respiratório de gotículas por 24 horas após início de antibiótico.
  4. D) Quimioprofilaxia é realizada somente aos contactuante familiar com uso de rifampicina podendo ser iniciada até 24 horas a notificação do caso confirmado.

Pérola Clínica

Doença meningocócica: isolamento respiratório por gotículas por 24h pós-ATB; notificação imediata à suspeita.

Resumo-Chave

A doença meningocócica pode se manifestar como sepse, meningite ou ambas. O isolamento respiratório por gotículas é crucial para prevenir a transmissão e deve ser mantido por 24 horas após o início da antibioticoterapia eficaz. A notificação é imediata, à suspeita clínica.

Contexto Educacional

A doença meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é uma infecção grave e de rápida progressão, que pode levar a meningite, sepse ou ambas. É uma emergência médica que requer reconhecimento precoce e tratamento imediato, especialmente em crianças, onde os sintomas podem ser inespecíficos inicialmente, evoluindo rapidamente para sinais de gravidade como febre, vômitos, irritabilidade e o surgimento de lesões cutâneas petequiais ou purpúricas. O manejo inclui a pronta instituição de antibioticoterapia empírica, suporte hemodinâmico e medidas de controle de infecção. O isolamento respiratório por gotículas é mandatório para o paciente e deve ser mantido por 24 horas após o início do antibiótico eficaz, visando prevenir a transmissão para outros indivíduos. A notificação do caso é compulsória e deve ser realizada imediatamente à suspeita clínica, sem aguardar a confirmação laboratorial. A quimioprofilaxia é uma medida crucial para os contactuantes próximos do paciente, com o objetivo de erradicar a colonização da nasofaringe e evitar casos secundários. Drogas como rifampicina, ceftriaxona ou ciprofloxacino são utilizadas, e a sua administração deve ser o mais precoce possível, idealmente nas primeiras 24 horas após a identificação do caso índice, para maximizar sua eficácia na prevenção da disseminação da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são as formas de apresentação clínica da doença meningocócica?

A doença meningocócica pode se apresentar de diversas formas, incluindo meningite (inflamação das meninges), sepse meningocócica (infecção generalizada com choque e lesões cutâneas como petéquias/púrpura), ou uma combinação de ambas. Raramente, pode haver outras manifestações como pneumonia ou artrite.

Por quanto tempo um paciente com doença meningocócica deve permanecer em isolamento respiratório?

O paciente com doença meningocócica deve ser mantido em isolamento respiratório de gotículas por um período de 24 horas após o início da antibioticoterapia adequada. Este período é suficiente para eliminar a bactéria da nasofaringe e reduzir o risco de transmissão.

Quem deve receber quimioprofilaxia para doença meningocócica e qual o prazo para iniciá-la?

A quimioprofilaxia é indicada para contactuantes próximos do caso índice, como familiares, colegas de quarto e profissionais de saúde expostos a secreções respiratórias. Deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 24 horas após a identificação do caso, e pode ser feita com rifampicina, ceftriaxona ou ciprofloxacino, dependendo da idade e contraindicações.

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