Doença de Ménière: Qual Nervo Craniano Afetado?

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2024

Enunciado

A doença de Méniere está relacionada a disfunção em qual par de nervo craniano?

Alternativas

  1. A) II Óptico.
  2. B) IV Troclear.
  3. C) VIII Vestibulococlear.
  4. D) X Vago.
  5. E) XII Hipoglosso.

Pérola Clínica

Doença de Ménière = disfunção do VIII par craniano (vestibulococlear).

Resumo-Chave

A Doença de Ménière é um distúrbio do ouvido interno caracterizado por episódios recorrentes de vertigem, perda auditiva flutuante, zumbido e sensação de plenitude auricular. Esses sintomas são diretamente relacionados à disfunção do nervo vestibulococlear (VIII par craniano), que é responsável pela audição e equilíbrio.

Contexto Educacional

A Doença de Ménière é uma condição crônica e progressiva do ouvido interno, caracterizada por ataques espontâneos de vertigem incapacitante, acompanhados por perda auditiva flutuante, zumbido e sensação de plenitude auricular. É uma causa importante de tontura e deficiência auditiva, com impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes. A prevalência varia, mas afeta predominantemente adultos entre 40 e 60 anos. A fisiopatologia central da Doença de Ménière é a hidropsia endolinfática, que se refere ao acúmulo excessivo de endolinfa dentro do labirinto membranoso do ouvido interno. Esse acúmulo leva ao aumento da pressão, distensão e, eventualmente, ruptura das membranas, o que perturba as células ciliadas responsáveis pela transdução dos estímulos auditivos e vestibulares. Essas células são parte integrante dos órgãos sensoriais do ouvido interno, que transmitem informações através do nervo vestibulococlear (VIII par craniano) para o cérebro. O nervo vestibulococlear é composto por dois ramos principais: o nervo coclear, responsável pela audição, e o nervo vestibular, responsável pelo equilíbrio. A disfunção em ambos os ramos, causada pela hidropsia endolinfática, explica a combinação de sintomas auditivos (perda auditiva, zumbido) e vestibulares (vertigem) característicos da doença. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de vertigem recorrente, perda auditiva documentada e zumbido/plenitude. O tratamento visa controlar os sintomas e prevenir a progressão da doença, incluindo modificações dietéticas, medicamentos (diuréticos, antieméticos, sedativos vestibulares) e, em casos refratários, procedimentos invasivos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Doença de Ménière?

Os principais sintomas incluem episódios recorrentes de vertigem severa, perda auditiva flutuante (geralmente nas baixas frequências), zumbido (tinnitus) e uma sensação de plenitude ou pressão no ouvido afetado.

Qual a fisiopatologia da Doença de Ménière?

A fisiopatologia da Doença de Ménière está associada à hidropsia endolinfática, que é o acúmulo excessivo de endolinfa no labirinto membranoso do ouvido interno, causando distensão e ruptura das membranas, o que afeta as funções auditiva e vestibular.

Como a Doença de Ménière afeta o nervo vestibulococlear?

A hidropsia endolinfática e as alterações de pressão no ouvido interno afetam diretamente as estruturas sensoriais da cóclea e do sistema vestibular, que são inervadas pelo nervo vestibulococlear (VIII par craniano), resultando nos sintomas de audição e equilíbrio.

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