IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Uma mulher de 38 anos comparece ao pronto-socorro com queixa de vertigem rotatória há cerca de 1 hora, associada a náuseas, vômitos, disacusia e hipoacusia. Refere episódios prévios semelhantes e nega sintomas gripais recentemente. Para esse caso, a hipótese diagnóstica e a conduta adequada são:
Vertigem rotatória + hipoacusia + zumbido recorrentes = Doença de Ménière → diuréticos.
A tríade clássica de vertigem rotatória, hipoacusia flutuante e zumbido, com episódios recorrentes, é altamente sugestiva de Doença de Ménière. A conduta inicial foca no controle dos sintomas e na redução da pressão endolinfática, sendo os diuréticos uma opção terapêutica.
A Doença de Ménière é uma condição crônica do ouvido interno caracterizada por episódios recorrentes de vertigem rotatória, hipoacusia flutuante (geralmente unilateral) e zumbido. A fisiopatologia subjacente é a hidropsia endolinfática, um acúmulo excessivo de endolinfa no labirinto membranoso, que leva ao aumento da pressão e disfunção das estruturas vestibulares e cocleares. A doença afeta predominantemente adultos entre 40 e 60 anos, com impacto significativo na qualidade de vida devido à imprevisibilidade e intensidade dos ataques. O diagnóstico da Doença de Ménière é essencialmente clínico, baseado na história e nos sintomas do paciente. A presença da tríade clássica de vertigem, hipoacusia e zumbido, com caráter recorrente, é o pilar diagnóstico. Exames complementares como audiometria podem confirmar a perda auditiva neurossensorial e sua flutuação. É crucial diferenciar a Doença de Ménière de outras causas de vertigem, como a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), que não apresenta sintomas auditivos, e a neurite vestibular, que cursa com vertigem prolongada sem perda auditiva. O tratamento da Doença de Ménière visa controlar os sintomas agudos e reduzir a frequência e gravidade dos ataques. Durante as crises, podem ser utilizados medicamentos sintomáticos como antieméticos e sedativos vestibulares. Para a prevenção, a terapia mais comum inclui diuréticos (como a hidroclorotiazida) e uma dieta com restrição de sódio, que ajudam a diminuir a pressão da endolinfa. Em casos refratários, opções mais invasivas como injeções intratimpânicas de corticosteroides ou gentamicina, e até cirurgias, podem ser consideradas.
A Doença de Ménière é caracterizada pela tríade de sintomas: episódios recorrentes de vertigem rotatória (sensação de que o ambiente gira), hipoacusia (perda auditiva) flutuante, geralmente unilateral, e zumbido no ouvido afetado. Náuseas e vômitos são frequentemente associados aos ataques de vertigem.
A conduta inicial para a Doença de Ménière envolve o controle dos sintomas agudos e a prevenção de novos ataques. Diuréticos (como a hidroclorotiazida) e uma dieta com restrição de sódio são frequentemente prescritos para reduzir a hidropsia endolinfática. Medicamentos sintomáticos como antieméticos e sedativos vestibulares podem ser usados durante as crises.
A Doença de Ménière se diferencia de outras causas de vertigem, como a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) ou a neurite vestibular, pela presença concomitante e recorrente de sintomas auditivos (hipoacusia e zumbido). A VPPB é desencadeada por mudanças de posição e não tem sintomas auditivos, enquanto a neurite vestibular causa vertigem prolongada sem perda auditiva.
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