UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
Um motorista de aplicativos de 45 anos que tem sido perturbado por episódios recorrentes de vertigem grave associada a vômitos, perda auditiva sensório-neural confirmada e sensação de plenitude auricular com pico de minutos e melhora espontânea em horas. No exame clínico é identificado um nistagmo horizontal de curta duração. A marcha é normal, no teste de Romberg, tendência a queda para direita ao fechar os olhos. De acordo com esses achados o diagnóstico mais provável é:
Vertigem recorrente + perda auditiva sensório-neural + plenitude auricular = Doença de Ménière.
A Doença de Ménière é caracterizada pela tríade clássica de vertigem episódica, perda auditiva sensório-neural flutuante e zumbido/plenitude auricular. O nistagmo e a alteração no Romberg são achados comuns durante as crises, refletindo o acometimento vestibular.
A Doença de Ménière é uma condição crônica do ouvido interno caracterizada por episódios recorrentes de vertigem, perda auditiva sensório-neural flutuante, zumbido e sensação de plenitude auricular. Sua prevalência é de aproximadamente 1 em 1000 a 1 em 2000 pessoas, afetando mais comumente adultos entre 40 e 60 anos. É crucial para o médico reconhecer essa condição para um manejo adequado e melhora da qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia da Doença de Ménière envolve a hidropsia endolinfática, que é o acúmulo excessivo de endolinfa no labirinto membranoso. Esse aumento de pressão pode levar à ruptura das membranas, liberando potássio para o espaço perilinfático e despolarizando as células ciliadas, resultando nos sintomas. O diagnóstico é clínico, baseado na história de vertigem espontânea recorrente, perda auditiva documentada e sintomas auditivos flutuantes. Exames como audiometria e eletronistagmografia podem auxiliar na confirmação. O tratamento inicial é conservador, com dieta hipossódica, diuréticos (como hidroclorotiazida) e medicamentos para alívio sintomático das crises (antieméticos, sedativos vestibulares). Em casos refratários, podem ser consideradas injeções intratimpânicas de corticosteroides ou gentamicina, e em último caso, procedimentos cirúrgicos como descompressão do saco endolinfático ou neurectomia vestibular. O prognóstico varia, mas muitos pacientes conseguem controlar os sintomas com tratamento adequado.
A Doença de Ménière é caracterizada pela tríade de vertigem episódica (com náuseas/vômitos), perda auditiva sensório-neural flutuante e zumbido ou plenitude auricular no ouvido afetado.
A VPPB é desencadeada por movimentos específicos da cabeça e não causa perda auditiva ou plenitude auricular, enquanto a Doença de Ménière apresenta crises espontâneas com sintomas auditivos associados.
A fisiopatologia principal é a hidropsia endolinfática, um acúmulo excessivo de endolinfa no labirinto membranoso, que leva à distensão e ruptura das membranas, causando os sintomas.
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