HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2022
RN pré-termo (32 semanas), com presença de taquipneia, retração subcostal e tiragem intercostal importantes, gemidos expiratório e crises de cianose. Achados radiológicos pouca expansão pulmonar, infiltrado micronodular difuso (vidro fosco”) e aerobroncogramas. Sobre o caso clínico, temos que: I- O uso do CPAP – pressão de distensão contínua de vias aéreas – deve ser precoce. II- Possivelmente é um caso de doença de membrana hialina (DMH). III- O uso de surfactante, nesses casos, leva à piora drástica da condição respiratória, sendo contraindicado.
RN pré-termo + desconforto respiratório grave + RX vidro fosco/aerobroncogramas = DMH. CPAP precoce e surfactante são pilares do tratamento.
O quadro clínico e radiológico (RN pré-termo, desconforto respiratório grave, vidro fosco, aerobroncogramas) são clássicos da Doença da Membrana Hialina (DMH). O CPAP precoce e a administração de surfactante exógeno são as principais intervenções terapêuticas, melhorando significativamente o prognóstico.
A Doença da Membrana Hialina (DMH), também conhecida como Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) do recém-nascido, é uma das principais causas de morbimortalidade em prematuros. É causada pela deficiência de surfactante pulmonar e imaturidade estrutural dos pulmões, levando a colapso alveolar progressivo, atelectasias e hipoxemia. A incidência é inversamente proporcional à idade gestacional. Clinicamente, a DMH manifesta-se por desconforto respiratório progressivo (taquipneia, gemência, retrações, cianose) que se inicia logo após o nascimento. O diagnóstico é baseado na clínica, fatores de risco (prematuridade) e achados radiológicos clássicos, como infiltrado reticulogranular difuso ("vidro fosco"), pouca expansão pulmonar e aerobroncogramas. O tratamento envolve suporte respiratório, com CPAP nasal precoce para manter a capacidade residual funcional e, em muitos casos, a administração de surfactante pulmonar exógeno. A terapia com surfactante é crucial para repor a substância deficiente e melhorar a complacência pulmonar. A prevenção com corticoesteroides antenatais é fundamental para acelerar a maturação pulmonar fetal e reduzir a incidência e gravidade da DMH.
O principal fator de risco é a prematuridade, especialmente em recém-nascidos com idade gestacional inferior a 34 semanas. Outros fatores incluem diabetes materno, asfixia perinatal e sexo masculino.
O CPAP precoce ajuda a manter a capacidade residual funcional, prevenir o colapso alveolar e reduzir o trabalho respiratório, diminuindo a necessidade de ventilação mecânica e a incidência de displasia broncopulmonar.
O surfactante exógeno repõe o surfactante endógeno deficiente nos pulmões imaturos, reduzindo a tensão superficial alveolar, prevenindo o colapso dos alvéolos e melhorando a complacência pulmonar e a oxigenação.
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