SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Recém-nascido de 32 semanas de idade gestacional e 1 hora de vida apresenta desconforto respiratório. Nasceu de parto vaginal após genitora chegar em período expulsivo a serviço de emergência obstétrica. Apresentou Apgar1':7 e 5':9 e recebeu ventilação com pressão positiva ao nascer. Exame físico: estado geral regular, dispneico, TSC + e TIC +, gemente, corado, hipoativo. AR: murmúrio vesicular presente, sem ruídos, pouca expansibilidade torácica, FR: 74 ipm, SatO₂ 91% em CPAP com FiO₂50%. Uma radiografia de tórax desse paciente deve mostrar
RN pré-termo + desconforto respiratório precoce + radiografia → Broncograma aéreo + infiltrado retículo granular = Doença da Membrana Hialina.
O quadro clínico de um recém-nascido pré-termo com desconforto respiratório progressivo e a radiografia de tórax mostrando broncograma aéreo e infiltrado retículo granular fino e difuso são achados clássicos da Doença da Membrana Hialina (DMH), causada pela deficiência de surfactante pulmonar.
A Doença da Membrana Hialina (DMH), também conhecida como Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) do Recém-Nascido, é a causa mais comum de desconforto respiratório em prematuros. É uma condição grave, diretamente relacionada à imaturidade pulmonar e à deficiência de surfactante, uma substância que reduz a tensão superficial nos alvéolos e impede seu colapso. Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade em neonatos pré-termo e na necessidade de intervenção rápida. O quadro clínico da DMH se manifesta logo após o nascimento ou nas primeiras horas de vida, com taquipneia, gemência, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e subcostal, e cianose. O diagnóstico é clínico e radiológico. A radiografia de tórax é essencial e tipicamente revela um padrão de infiltrado retículo granular fino e difuso (aspecto de 'vidro moído' ou 'neve'), com broncograma aéreo (vias aéreas preenchidas por ar visíveis contra o fundo opacificado dos alvéolos colapsados) e diminuição do volume pulmonar. O tratamento da DMH inclui suporte respiratório (CPAP, ventilação mecânica), administração de surfactante exógeno e manutenção de um ambiente térmico neutro. A prevenção é feita com corticoide antenatal para gestantes com risco de parto prematuro, o que acelera a maturação pulmonar fetal. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços na terapia neonatal, mas complicações como displasia broncopulmonar ainda podem ocorrer em casos graves.
Os principais fatores de risco para DMH são a prematuridade (quanto menor a idade gestacional, maior o risco), sexo masculino, diabetes materno (que retarda a maturação pulmonar fetal) e asfixia perinatal, que pode inativar o surfactante.
A DMH é causada pela deficiência ou inativação do surfactante pulmonar, uma substância que reduz a tensão superficial nos alvéolos. Isso leva ao colapso alveolar progressivo, diminuição da complacência pulmonar, atelectasias e consequente insuficiência respiratória.
A DMH se caracteriza por broncograma aéreo e infiltrado retículo granular difuso (aspecto de vidro moído). A taquipneia transitória do RN geralmente mostra hiperinsuflação e líquido nas fissuras, enquanto a pneumonia pode ter infiltrados mais focais ou consolidações.
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