UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
RN, pré-termo, após reanimação neonatal, é encaminhado para a UTI Neo. Dentre os fatores abaixo, assinale aquele que é fator pós-natal para a Membrana Hialina:
Hipoglicemia neonatal → fator pós-natal que agrava a Doença da Membrana Hialina em RN pré-termo.
A Doença da Membrana Hialina (DMH), ou Síndrome do Desconforto Respiratório do RN, é primariamente causada pela deficiência de surfactante pulmonar em prematuros. Embora a prematuridade seja o principal fator pré-natal, condições pós-natais como a hipoglicemia podem agravar o quadro clínico, aumentando o consumo de oxigênio e a demanda metabólica, piorando o desconforto respiratório.
A Doença da Membrana Hialina (DMH), também conhecida como Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) do recém-nascido, é uma das principais causas de morbimortalidade em prematuros. Sua fisiopatologia central reside na imaturidade pulmonar e na deficiência de surfactante, uma substância que reduz a tensão superficial nos alvéolos e impede seu colapso. Embora a prematuridade seja o fator de risco mais significativo e primário para a DMH, diversos outros fatores podem influenciar seu desenvolvimento e gravidade. É crucial distinguir entre fatores pré-natais (como prematuridade, diabetes gestacional materno, cesariana eletiva sem trabalho de parto, asfixia perinatal) e fatores pós-natais que podem agravar o quadro. A hipoglicemia neonatal, por exemplo, é um fator pós-natal que aumenta o metabolismo e o consumo de oxigênio, exacerbando o desconforto respiratório e a necessidade de suporte ventilatório em um RN já comprometido pela DMH. Para residentes de Pediatria e Neonatologia, o manejo da DMH envolve não apenas o suporte respiratório e a administração de surfactante, mas também a identificação e correção de fatores agravantes como a hipoglicemia, hipotermia e acidose. Um controle metabólico rigoroso é essencial para otimizar o prognóstico desses pacientes críticos na UTI Neonatal.
A principal causa da DMH é a deficiência de surfactante pulmonar nos pulmões imaturos de recém-nascidos pré-termo, levando ao colapso alveolar e dificuldade respiratória.
Outros fatores pós-natais que podem agravar a DMH incluem hipotermia, acidose metabólica, infecção e persistência do canal arterial, todos aumentando o estresse metabólico e a demanda respiratória do RN.
A asfixia perinatal é um fator de risco pré-natal que pode inibir a síntese e liberação de surfactante, além de causar lesão pulmonar, contribuindo para o desenvolvimento ou agravamento da DMH.
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