HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Recém-nascido, sexo feminino, idade gestacional de 32 semanas, parto cesáreo de urgência devido a descolamento prematuro de placenta. Nasceu vigoroso, chorou e o cordão umbilical foi clampeado após 30 segundos. Recebeu APGAR 8/9 e o peso de nascimento foi de 1.950 gramas. Com aproximadamente 20 minutos de vida, iniciou desconforto respiratório, com frequência respiratória de 80 ipm, gemência e batimento de aletas nasais. O padrão radiológico é compatível com a seguinte hipótese diagnóstica do RN:
RN prematuro com desconforto respiratório precoce + infiltrado reticulogranular difuso e broncograma aéreo = Doença da Membrana Hialina.
A Doença da Membrana Hialina (DMH) é a principal causa de desconforto respiratório em prematuros, devido à deficiência de surfactante. O quadro clínico se manifesta logo após o nascimento, e a radiografia de tórax é crucial para o diagnóstico, mostrando o padrão clássico de "vidro moído" e broncogramas aéreos.
A Doença da Membrana Hialina (DMH), também conhecida como Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) do recém-nascido, é a causa mais comum de desconforto respiratório grave em prematuros. Caracteriza-se pela deficiência de surfactante pulmonar, uma substância que reduz a tensão superficial nos alvéolos, impedindo seu colapso. A incidência é inversamente proporcional à idade gestacional, sendo mais comum em bebês nascidos antes de 34 semanas. Clinicamente, a DMH manifesta-se nas primeiras horas de vida com taquipneia, gemência, batimento de aletas nasais, retrações intercostais e subcostais, e cianose. A radiografia de tórax é fundamental para o diagnóstico, revelando um padrão de infiltrado reticulogranular difuso (aspecto de "vidro moído"), broncogramas aéreos (árvore brônquica visível em meio ao parênquima opacificado) e, em casos graves, opacificação completa dos pulmões. O manejo da DMH envolve suporte respiratório, que pode variar de CPAP nasal a ventilação mecânica, e a administração de surfactante exógeno intratraqueal. A prevenção é crucial, com o uso de corticosteroides antenatais em gestantes com risco de parto prematuro. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços no tratamento, mas complicações como displasia broncopulmonar ainda podem ocorrer.
Os principais fatores de risco são a prematuridade (especialmente <34 semanas), sexo masculino, diabetes materno, asfixia perinatal, parto cesáreo sem trabalho de parto e ausência de uso de corticosteroides antenatais.
O tratamento inicial inclui suporte respiratório (CPAP nasal ou ventilação mecânica), administração de surfactante exógeno intratraqueal, e manutenção da temperatura e glicemia.
A DMH se diferencia pelo início precoce (<6h de vida), piora progressiva, e achados radiológicos específicos (infiltrado reticulogranular difuso, broncogramas aéreos). A Taquipneia Transitória tem início mais tardio e melhora rápida, enquanto a sepse pode ter quadro sistêmico e radiografia variável.
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