SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
Criança nasce de 36 semanas de gestação por cesariana, devido à macrossomia e sofrimento fetal. A mãe tem diabetes gestacional com controle glicêmico irregular. Esse neonato apresenta um risco particularmente aumentado de:
RN de mãe diabética com controle irregular → ↑ risco de Doença de Membrana Hialina (DMH) por inibição do surfactante.
Recém-nascidos de mães diabéticas, especialmente com controle glicêmico irregular, apresentam maior risco de Doença de Membrana Hialina (DMH). Isso ocorre porque a hiperglicemia materna leva à hiperinsulinemia fetal, que inibe a produção e liberação de surfactante pelos pneumócitos tipo II, atrasando a maturação pulmonar, mesmo em idades gestacionais próximas ao termo.
O diabetes gestacional, especialmente quando mal controlado, representa um risco significativo para o feto e o recém-nascido. A hiperglicemia materna crônica leva à hiperglicemia fetal e, consequentemente, à hiperinsulinemia fetal compensatória. Essa hiperinsulinemia é a chave para muitas das complicações observadas. A fisiopatologia da Doença de Membrana Hialina (DMH) em recém-nascidos de mães diabéticas (RNMD) está diretamente ligada à ação da insulina. A insulina fetal elevada inibe a produção de surfactante pulmonar pelos pneumócitos tipo II, atrasando a maturação pulmonar. Isso ocorre mesmo em idades gestacionais que normalmente teriam pulmões maduros, tornando a DMH uma complicação importante a ser considerada. O prognóstico desses neonatos depende do manejo adequado do diabetes materno e da pronta identificação e tratamento das complicações neonatais. Além da DMH, outras condições como hipoglicemia, macrossomia, policitemia e cardiomiopatia hipertrófica são frequentemente observadas e exigem monitoramento e intervenção específicos.
A hiperglicemia materna leva à hiperinsulinemia fetal, e a insulina atua como um antagonista dos glicocorticoides, inibindo a síntese e liberação de surfactante pelos pneumócitos tipo II, atrasando a maturação pulmonar.
Além da DMH, são comuns macrossomia, hipoglicemia neonatal, policitemia, hiperbilirrubinemia, cardiomiopatia hipertrófica, malformações congênitas (especialmente cardíacas e do tubo neural) e distúrbios eletrolíticos.
O surfactante pulmonar é uma mistura de lipídios e proteínas que reveste os alvéolos, reduzindo a tensão superficial e impedindo o colapso alveolar durante a expiração, sendo essencial para a função pulmonar adequada.
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