UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
Você atende um recém-nascido com idade gestacional de 29 semanas e peso de 1100 gramas. Aos 2 dias de vida encontra-se em incubadora aquecida, sob ventilação mecânica, devido a quadro de insuficiência respiratória. A radiografia simples de tórax mostra campos pulmonares com infiltrado reticulogranular difuso e uniforme, broncogramas aéreos e aumento do líquido pulmonar. Em relação à fisiopatologia dessa doença, assinale a alternativa correta.
DMH/SDR do RN = deficiência de surfactante → ↑ tensão superficial alveolar → ↓ complacência pulmonar.
A Doença da Membrana Hialina (DMH) em prematuros é causada pela deficiência de surfactante, o que leva a um aumento da tensão superficial na interface ar-líquido dos alvéolos. Isso resulta em colapso alveolar progressivo, diminuição da complacência pulmonar e insuficiência respiratória.
A Doença da Membrana Hialina (DMH), também conhecida como Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) do Recém-Nascido, é uma das principais causas de morbimortalidade em prematuros. Sua incidência é inversamente proporcional à idade gestacional, sendo mais comum em bebês nascidos antes de 34 semanas. A condição é caracterizada por insuficiência respiratória progressiva logo após o nascimento, devido à imaturidade pulmonar e, consequentemente, à deficiência de surfactante. A fisiopatologia central da DMH reside na deficiência de surfactante pulmonar. O surfactante é uma mistura de lipídios e proteínas que reveste a superfície interna dos alvéolos, reduzindo a tensão superficial na interface ar-líquido. Sua ausência ou insuficiência leva a um aumento significativo da tensão superficial, resultando no colapso alveolar progressivo, atelectasias difusas e diminuição da complacência pulmonar. Isso compromete gravemente a troca gasosa, levando à hipoxemia e hipercapnia. A radiografia de tórax típica mostra infiltrado reticulogranular difuso, broncogramas aéreos e diminuição do volume pulmonar. O tratamento da DMH envolve suporte respiratório (CPAP nasal, ventilação mecânica) e a administração de surfactante exógeno por via endotraqueal, que é a terapia mais eficaz para reverter o quadro. A prevenção é fundamental e inclui o uso de corticosteroides antenatais em gestantes com risco de parto prematuro, que aceleram a maturação pulmonar fetal e a produção de surfactante. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços no cuidado neonatal e na terapia com surfactante.
A principal causa da DMH é a deficiência de surfactante pulmonar, uma substância produzida pelos pneumócitos tipo II que reduz a tensão superficial nos alvéolos, impedindo seu colapso. Essa deficiência é comum em prematuros devido à imaturidade pulmonar.
A radiografia de tórax na DMH classicamente mostra infiltrado reticulogranular difuso e uniforme (aspecto de "vidro moído"), broncogramas aéreos (brônquios cheios de ar visíveis contra o parênquima pulmonar colapsado) e diminuição do volume pulmonar.
O surfactante exógeno é administrado por via endotraqueal para repor o surfactante deficiente. Ele atua reduzindo a tensão superficial alveolar, prevenindo o colapso dos alvéolos, melhorando a complacência pulmonar e a troca gasosa.
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