Doença da Membrana Hialina: Diagnóstico e Manejo no RN

SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021

Enunciado

Um recém-nascido pré-termo, parto cesáreo por rotura de bolsa amniótica, com 32 semanas de idade gestacional, com apgar 9 no 5 º minuto, apresentou desconforto respiratório com 3 horas de vida. A radiografia de tórax revelou padrão retículo granular difuso. Sobre esse caso es CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A anemia da prematuridade é responsável pelo desconforto respiratório nestes casos.
  2. B) O desconforto se deve à Hipocalcemia.
  3. C) O diagnóstico mais provável neste caso é doença da membrana hialina.
  4. D) Trata-se de hérnia diafragmática.

Pérola Clínica

RN pré-termo + desconforto respiratório precoce + RX retículo granular = Doença da Membrana Hialina (deficiência de surfactante).

Resumo-Chave

A Doença da Membrana Hialina é a causa mais comum de desconforto respiratório grave em prematuros, diretamente relacionada à imaturidade pulmonar e deficiência de surfactante. O padrão radiológico de retículo granular difuso é patognomônico.

Contexto Educacional

A Doença da Membrana Hialina (DMH), também conhecida como Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) do recém-nascido, é uma das principais causas de morbimortalidade em prematuros. Caracteriza-se por desconforto respiratório progressivo que se inicia nas primeiras horas de vida, sendo mais comum em recém-nascidos com idade gestacional inferior a 34 semanas. Sua etiologia primária é a deficiência de surfactante pulmonar, uma substância que reduz a tensão superficial nos alvéolos e impede seu colabamento. Clinicamente, os recém-nascidos com DMH apresentam taquipneia, gemência, batimento de asas de nariz, tiragem intercostal e subcostal, e cianose. A radiografia de tórax é crucial para o diagnóstico, revelando um padrão retículo granular difuso (aspecto de "vidro moído"), broncogramas aéreos proeminentes e diminuição do volume pulmonar. Fatores de risco incluem prematuridade, sexo masculino, diabetes materno e parto cesáreo sem trabalho de parto, que impede a liberação de catecolaminas que estimulam a produção de surfactante. O manejo da DMH envolve suporte respiratório, que pode variar de CPAP nasal a ventilação mecânica, e a administração de surfactante exógeno intratraqueal. A prevenção é fundamental e inclui a administração de corticosteroides antenatais para gestantes com risco de parto prematuro, o que acelera a maturação pulmonar fetal e a produção de surfactante. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços no cuidado neonatal.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para a Doença da Membrana Hialina?

Os principais fatores de risco incluem prematuridade (quanto menor a idade gestacional, maior o risco), sexo masculino, diabetes materno, asfixia perinatal, gestação múltipla e parto cesáreo sem trabalho de parto.

Qual o tratamento inicial para a Doença da Membrana Hialina?

O tratamento inicial envolve suporte respiratório (CPAP nasal ou ventilação mecânica) e administração de surfactante exógeno intratraqueal, além de medidas de suporte geral como manutenção da temperatura e hidratação.

Como a radiografia de tórax auxilia no diagnóstico da DMH?

A radiografia de tórax na DMH tipicamente revela um padrão retículo granular difuso (vidro moído), broncogramas aéreos proeminentes e diminuição do volume pulmonar, refletindo atelectasia e edema pulmonar.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo