Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021
A Doença da Membrana Hialina é um distúrbio respiratório frequente em recémnascidos, marque a alternativa CORRETA:
DMH = Deficiência de surfactante → ↑ tensão superficial alveolar → atelectasias difusas → SDR em RN prematuro.
A Doença da Membrana Hialina é a principal causa de Síndrome do Desconforto Respiratório em recém-nascidos prematuros, resultando da imaturidade pulmonar e da produção insuficiente de surfactante, o que leva ao colapso alveolar e à formação de atelectasias.
A Doença da Membrana Hialina (DMH), também conhecida como Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) do recém-nascido, é uma das causas mais comuns de morbimortalidade em prematuros. Sua incidência é inversamente proporcional à idade gestacional, sendo mais frequente em bebês nascidos antes de 34 semanas. A fisiopatologia central da DMH é a deficiência de surfactante pulmonar, uma lipoproteína produzida pelos pneumócitos tipo II que reduz a tensão superficial nos alvéolos. A ausência ou insuficiência de surfactante leva ao colapso alveolar progressivo (atelectasias difusas), diminuição da complacência pulmonar, aumento do trabalho respiratório e hipoxemia. O quadro clínico clássico inclui taquipneia, gemidos, batimentos de asa de nariz e retrações intercostais e subcostais, que geralmente pioram nas primeiras 48-72 horas de vida. O diagnóstico é clínico e radiológico (padrão de vidro moído, broncogramas aéreos). O tratamento inclui suporte respiratório (CPAP, ventilação mecânica) e administração exógena de surfactante. A prevenção com corticosteroides antenatais é crucial para acelerar a maturação pulmonar fetal. O residente deve dominar a fisiopatologia e o manejo da DMH para otimizar o cuidado do recém-nascido prematuro.
A principal causa da Doença da Membrana Hialina é a deficiência de surfactante pulmonar, uma substância que reduz a tensão superficial dos alvéolos e impede seu colapso, sendo mais comum em recém-nascidos prematuros.
Os principais fatores de risco incluem prematuridade (especialmente antes de 34 semanas), diabetes materno, asfixia perinatal, sexo masculino, gestação múltipla e ausência de uso de corticoides antenatais.
O tratamento envolve suporte respiratório, que pode variar de CPAP a ventilação mecânica, e a administração exógena de surfactante pulmonar. A prevenção com corticosteroides antenatais é fundamental para acelerar a maturação pulmonar fetal.
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