HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021
Criança nascida com 35 semanas de idade gestacional, de parto cesáreo sem bolsa rota, com escore de Apgar 7 no primeiro minuto e 9 no quinto minuto, apresentou dificuldade respiratória com necessidade de oxigênio de 90% nas primeiras horas de vida. O radiograma de tórax mostrou aspecto reticulogranular com alguns broncogramas aéreos. Qual o mais provável diagnóstico?
Prematuro com desconforto respiratório precoce + Rx reticulogranular/broncogramas → Doença da Membrana Hialina (DMH).
A Doença da Membrana Hialina é a principal causa de desconforto respiratório em prematuros, decorrente da imaturidade pulmonar e deficiência de surfactante. O quadro clínico e radiológico são característicos, exigindo suporte respiratório e, por vezes, reposição de surfactante.
A Doença da Membrana Hialina (DMH), também conhecida como Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) do recém-nascido, é uma das principais causas de morbimortalidade em prematuros, afetando cerca de 10% dos nascidos pré-termo. Sua importância clínica reside na necessidade de reconhecimento e intervenção precoces para evitar complicações graves e sequelas neurológicas. A fisiopatologia da DMH está ligada à imaturidade pulmonar e à deficiência de surfactante, uma substância que reduz a tensão superficial nos alvéolos, impedindo seu colapso. O diagnóstico é clínico, com desconforto respiratório progressivo nas primeiras horas de vida, e radiológico, caracterizado por padrão reticulogranular difuso e broncogramas aéreos. A suspeita deve ser alta em qualquer recém-nascido prematuro com dificuldade respiratória. O tratamento visa manter a oxigenação e ventilação adequadas, utilizando CPAP nasal como primeira linha, ventilação mecânica se necessário, e reposição de surfactante exógeno para melhorar a complacência pulmonar. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços no cuidado neonatal, mas complicações como displasia broncopulmonar e hemorragia intraventricular ainda são pontos de atenção.
Os principais fatores de risco são prematuridade, diabetes materno, asfixia perinatal, sexo masculino e parto cesáreo sem trabalho de parto.
A DMH afeta principalmente prematuros, com desconforto respiratório progressivo e Rx com padrão reticulogranular. A TTRN é mais comum em RN a termo, com melhora rápida e Rx com hiperinsuflação e líquido nas fissuras.
O tratamento inclui suporte respiratório (CPAP, ventilação mecânica), oxigenoterapia e, em casos selecionados, reposição de surfactante exógeno.
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