Doença Mão-Pé-Boca: Diagnóstico e Agente Etiológico

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023

Enunciado

Criança de 3 anos com história de febre alta e fezes amolecidas há 2 dias e algumas lesões nos pés e nas mãos há um dia. Sem outras queixas. Vacinas atualizadas. Frequenta creche. Exame físico: T = 39,5° C, FC = 100 bpm, FR = 30 irm, bom estado geral, irritado, choroso, sialorreia, linfonodos submandibulares de 0,5 cm, móveis, indolores e sem sinais inflamatórios. Lesões vesiculosas em mãos, pés, região perianal e cavidade oral com intensa hiperemia de pilares amigdalianos e faringe. O agende etiológico mais provável é:

Alternativas

  1. A) Vírus varicela-zoster.
  2. B) Parvovírus.
  3. C) Vírus herpes simples tipo 1.
  4. D) Vírus Coxsackie.

Pérola Clínica

Febre + lesões vesiculosas em mãos, pés e boca em criança de creche → Doença Mão-Pé-Boca por Coxsackie.

Resumo-Chave

A descrição clínica de febre alta, lesões vesiculosas em mãos, pés, região perianal e cavidade oral em uma criança que frequenta creche é altamente sugestiva da Doença Mão-Pé-Boca, causada principalmente pelo vírus Coxsackie.

Contexto Educacional

A Doença Mão-Pé-Boca é uma infecção viral comum na infância, causada principalmente por enterovírus, sendo o vírus Coxsackie A16 o agente etiológico mais frequente. É altamente contagiosa e se dissemina facilmente em ambientes de aglomeração infantil, como creches e escolas, através do contato direto com secreções respiratórias, saliva ou fezes de indivíduos infectados. A doença é geralmente benigna e autolimitada, mas pode causar desconforto significativo. O quadro clínico típico inicia-se com febre, mal-estar, irritabilidade e dor de garganta. Após 1 a 2 dias, surgem lesões vesiculosas dolorosas na cavidade oral (enantema), que podem evoluir para úlceras, dificultando a alimentação. Simultaneamente ou logo em seguida, aparecem lesões exantemáticas maculopapulares ou vesiculosas nas palmas das mãos, plantas dos pés e, ocasionalmente, nas nádegas e região perianal. O diagnóstico é clínico, baseado na apresentação característica. O tratamento é sintomático, visando aliviar a dor e a febre com analgésicos e antitérmicos. É importante manter a criança hidratada, oferecendo líquidos frios e alimentos macios. Medidas de higiene, como lavagem frequente das mãos, são cruciais para prevenir a disseminação. Complicações são raras, mas podem incluir desidratação devido à dificuldade de deglutição ou, em casos mais graves e raros por outros sorotipos, envolvimento neurológico como meningite asséptica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da Doença Mão-Pé-Boca?

Os sintomas incluem febre, mal-estar, dor de garganta e o surgimento de lesões vesiculosas na boca (aftas), nas mãos e nos pés, podendo também afetar a região perianal.

Qual o principal agente etiológico da Doença Mão-Pé-Boca?

O principal agente etiológico é o vírus Coxsackie, especialmente o tipo A16, mas outros enterovírus também podem causar a doença.

Como a Doença Mão-Pé-Boca é transmitida?

A transmissão ocorre principalmente por via fecal-oral, através do contato com fezes, saliva ou secreções respiratórias de pessoas infectadas, sendo comum em ambientes como creches.

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