INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Criança de 7 meses é levada pela mãe à Unidade Básica de Saúde (UBS), com história de febre há 2 dias e recusa alimentar. Ao exame físico, foi identificada erupção papulovesicular, principalmente em mãos e pés, além de vesículas e úlceras em língua, mucosa jugal e pilares tonsilares. O médico deverá orientar os familiares que
Doença Mão-Pé-Boca: evolução benigna comum, mas atenção a complicações graves como encefalite e miocardite, especialmente por Enterovirus 71.
A Doença Mão-Pé-Boca, causada principalmente por Coxsackievirus A16 e Enterovirus 71, é geralmente autolimitada. Contudo, o Enterovirus 71 está associado a complicações neurológicas e cardiológicas graves, exigindo vigilância clínica mesmo em quadros inicialmente benignos.
A Doença Mão-Pé-Boca (DMPB) é uma infecção viral comum na infância, causada principalmente por enterovírus, como o Coxsackievirus A16 e o Enterovirus 71. Caracteriza-se por febre, lesões vesiculares na orofaringe e exantema papulovesicular nas mãos e pés. Sua alta prevalência em creches e escolas a torna um tema relevante para a prática pediátrica e para questões de residência médica, focando no reconhecimento clínico e na orientação familiar. O diagnóstico da DMPB é essencialmente clínico, baseado na tríade de febre, enantema oral e exantema acral. Embora a maioria dos casos seja autolimitada e de curso benigno, é crucial estar atento às complicações. O Enterovirus 71, em particular, tem sido associado a quadros mais graves, incluindo encefalite, meningite asséptica, paralisia flácida aguda, miocardite e edema pulmonar neurogênico, que podem ser fatais. A suspeita deve surgir em crianças com piora do estado geral, letargia, convulsões ou sinais cardiorrespiratórios. O tratamento é sintomático, visando alívio da dor e hidratação adequada. A orientação familiar deve enfatizar a natureza benigna da doença na maioria dos casos, mas também a importância de procurar atendimento médico imediato em caso de sinais de alerta para complicações. A prevenção envolve medidas de higiene, como lavagem das mãos, e isolamento de crianças doentes para evitar a disseminação viral em ambientes coletivos.
Os sinais típicos incluem febre, recusa alimentar, e uma erupção papulovesicular em mãos e pés, além de vesículas e úlceras na boca (língua, mucosa jugal, pilares tonsilares). As lesões orais podem causar dor intensa e dificuldade para se alimentar.
Embora a doença seja geralmente benigna, complicações neurológicas (encefalite, meningite asséptica, mielite) e cardiológicas (miocardite, pericardite) podem ocorrer. O Enterovirus 71 é o sorotipo mais frequentemente associado a essas formas graves da doença.
A internação é indicada em casos de desidratação grave devido à recusa alimentar, sinais de complicações neurológicas (letargia, convulsões, alteração do nível de consciência) ou cardiológicas (taquicardia, dispneia, sinais de insuficiência cardíaca), ou em pacientes imunocomprometidos.
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