UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
Criança de 3 anos, apresentando febre há 3 dias, dificuldade ingesta de líquido e recusa alimentar. Há 2 dias evoluiu com lesões no corpo e vômitos esporádicos, mantendo picos febris. Nega internações pregressas. Ao exame: levemente irritada, hidratada, afebril. Erupção pápulo-vesicular eritematosa ovalada nas mãos e pés, incluindo as palmas e plantas. Cavidade oral com hiperemia, lesões aftosas e edema de tonsilas palatinas (amigdalas). Dentre as complicações possíveis da doença acima, qual indica mal prognóstico?
Doença Mão-Pé-Boca por Enterovírus 71 → maior risco de complicações neurológicas e cardiovasculares graves.
A Doença Mão-Pé-Boca é geralmente benigna, mas infecções por Enterovírus 71 podem causar complicações graves como encefalite, meningite asséptica, paralisia flácida aguda e disfunção autonômica, que indicam mau prognóstico e requerem atenção hospitalar imediata.
A Doença Mão-Pé-Boca (DMPB) é uma infecção viral comum na infância, causada principalmente por Coxsackievirus A16 e Enterovírus 71 (EV71). Caracteriza-se por febre, lesões vesiculares nas mãos, pés e boca. Embora geralmente benigna e autolimitada, a infecção por EV71 é de particular importância clínica devido ao seu potencial de causar complicações graves, sendo um tema relevante para a prática pediátrica e provas de residência. O diagnóstico da DMPB é clínico, baseado na apresentação típica das lesões. No entanto, a identificação de sinais de alerta para complicações é crucial. As complicações de mau prognóstico estão frequentemente ligadas ao envolvimento do sistema nervoso central (SNC), como encefalite, mielite, paralisia flácida aguda e disfunção autonômica. Outras complicações graves incluem miocardite e edema pulmonar neurogênico, que podem levar a choque e óbito. A meningite asséptica, embora uma complicação do SNC, geralmente tem um curso mais benigno e não indica mau prognóstico como as outras. O manejo da DMPB é de suporte. No entanto, pacientes com sinais de alerta para complicações graves devem ser hospitalizados para monitoramento intensivo e tratamento específico das complicações, como suporte ventilatório ou tratamento para choque. A vigilância epidemiológica e o reconhecimento precoce das formas graves são essenciais para reduzir a morbimortalidade associada à infecção por Enterovírus 71.
Sinais de alerta incluem letargia, irritabilidade persistente, vômitos repetidos, convulsões, tremores, dificuldade para respirar e alterações hemodinâmicas, que podem indicar envolvimento do sistema nervoso central ou cardiovascular.
A Doença Mão-Pé-Boca é caracterizada por lesões pápulo-vesiculares eritematosas nas mãos, pés (incluindo palmas e plantas) e lesões aftosas na cavidade oral, o que a distingue de outras viroses com exantema.
O Enterovírus 71 está associado a uma maior incidência de complicações graves, como encefalite, meningite asséptica, paralisia flácida aguda e edema pulmonar neurogênico, que podem ser fatais e exigem monitoramento rigoroso.
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