ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma criança com 18 meses de idade foi afastada da creche devido ao aparecimento de pequenas vesículas no tronco, genitália e regiões palmares e plantares. Ela apresenta, também, febre alta e lesões aftosas em orofaringe. Outras crianças da creche estão com o mesmo quadro. Com base no quadro clínico, o pediatra fez, corretamente, o diagnóstico de:
Vesículas em mãos/pés/genitália + aftas orais + febre = Coxsackievirose (Mão-Pé-Boca).
A doença mão-pé-boca, causada pelo Coxsackievirus, apresenta um padrão clínico característico de vesículas acrais e estomatite, sendo altamente contagiosa em surtos escolares.
A doença mão-pé-boca é uma enterovirose clássica da infância. O quadro clínico inicia com febre e dor de garganta, evoluindo para vesículas elípticas com halo eritematoso em palmas, plantas e, frequentemente, região glútea. As lesões orais (enantema) são dolorosas e podem levar à desidratação. O diagnóstico é clínico e a doença costuma ser autolimitada, com resolução em 7 a 10 dias.
O agente mais comum é o Coxsackievirus A16, pertencente à família Picornaviridae, gênero Enterovírus. O Enterovírus 71 também pode causar a doença, por vezes com formas mais graves.
A transmissão ocorre pela via fecal-oral ou por secreções respiratórias e contato direto com o líquido das vesículas, o que explica a rápida disseminação em creches.
O tratamento é eminentemente de suporte, com analgésicos, antitérmicos e hidratação vigorosa, já que as lesões orais podem dificultar a ingestão de líquidos.
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