UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
Paciente de 3 anos, masculino, iniciou com aftas há 3 dias, juntamente com febre. Mãe refere bastante dificuldade para ingesta de alimento, mas com ingesta adequada de líquidos ontem. Ao exame físico hoje, a criança encontra-se prostrada, febril com 39 graus, com salivação importante e recusa de ingesta de líquidos. Na oroscopia inúmeras aftas na orofaringe, língua e palato. Observam-se lesões nas mãos e pés, vesiculares e alongadas, nas quais a criança refere dor também. Neste caso, a conduta mais adequada é:
Doença Mão-Pé-Boca com desidratação grave → internação, hidratação venosa e sintomáticos, sem antiviral específico.
O quadro clínico de febre, aftas intensas e lesões vesiculares em mãos e pés é típico da Doença Mão-Pé-Boca (enterovirose). A principal complicação é a desidratação devido à odinofagia, que pode exigir internação e hidratação venosa, pois não há tratamento antiviral específico.
A Doença Mão-Pé-Boca é uma infecção viral comum na infância, causada principalmente por enterovírus, como o Coxsackievirus A16 e o Enterovírus 71. Caracteriza-se por febre, mal-estar, e o surgimento de lesões vesiculares e ulcerativas na orofaringe (estomatite), além de lesões pápulo-vesiculares nas mãos e pés. É altamente contagiosa e mais comum em crianças menores de 5 anos. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado nos sintomas e na distribuição característica das lesões. A principal complicação da Doença Mão-Pé-Boca é a desidratação, especialmente em crianças pequenas, devido à dor intensa na boca (odinofagia) que leva à recusa alimentar e de líquidos. O caso descrito, com prostração, febre alta e recusa de ingesta de líquidos, indica um quadro de desidratação significativa, que requer atenção imediata. O diagnóstico diferencial inclui estomatite herpética, mas as lesões em mãos e pés são patognomônicas da Doença Mão-Pé-Boca. O tratamento é essencialmente sintomático, com foco no alívio da dor e da febre através de analgésicos e antitérmicos. Não existe medicação antiviral específica para a maioria das enteroviroses. Em casos de desidratação grave, como o apresentado, a internação para hidratação venosa é fundamental para restabelecer o equilíbrio hidroeletrolítico. A orientação aos pais sobre a oferta de líquidos frios, sorvetes e alimentos pastosos é crucial para evitar a desidratação em casos mais leves, e o acompanhamento próximo da evolução clínica é sempre recomendado.
Os principais sintomas incluem febre, mal-estar, dor de garganta, e o surgimento de lesões vesiculares e aftas na orofaringe, língua, palato, além de lesões vesiculares ou pápulas nas mãos e pés, que podem ser dolorosas.
A internação é indicada em casos de desidratação grave, prostração, recusa total de líquidos, sinais de comprometimento neurológico (encefalite, meningite asséptica) ou outras complicações graves, que são raras mas possíveis.
O tratamento é primariamente sintomático, focando no alívio da dor e febre com analgésicos e antitérmicos (paracetamol, ibuprofeno). É crucial garantir a hidratação oral, oferecendo líquidos frios e alimentos pastosos. Não há antiviral específico para a maioria dos casos.
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