Doença Mão-Pé-Boca: Diagnóstico e Manejo em Pediatria

Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Criança de 3 anos, apresentando há 72 horas febre baixa, irritabilidade, tosse seca e inapetência. Ao exame: febril (38,1ºC); presença de lesões máculo-papulo eritematosas predominantemente em nádegas, mãos e pés; orofaringe com lesões ulceradas em palato e língua. Considerando o quadro acima, podemos afirmar que estão corretas as afirmativas: I. Trata-se de doença benigna com resolução entre 5 e 7 dias. II. É doença prevenível por vacina, aplicada aos 12 e 15 meses. III. A febre deve desaparecer a partir do surgimento das lesões de pele. IV. É doença viral, cujo principal agente é o vírus coxsackie. V. A infecção congênita por esse vírus está associada a surdez, catarata e cardiopatia.

Alternativas

  1. A) II e V
  2. B) I e IV
  3. C) I e III
  4. D) III e V.

Pérola Clínica

Doença mão-pé-boca (Coxsackie) = doença benigna, autolimitada, com lesões vesiculares em mãos, pés, boca e nádegas.

Resumo-Chave

A doença mão-pé-boca é uma infecção viral comum em crianças, causada principalmente pelo vírus Coxsackie (um enterovírus). Caracteriza-se por febre, irritabilidade, lesões vesiculares e ulceradas na orofaringe, mãos, pés e nádegas, sendo uma condição benigna e autolimitada com resolução espontânea em 5 a 7 dias.

Contexto Educacional

A doença mão-pé-boca é uma infecção viral comum na infância, causada principalmente por enterovírus, sendo o vírus Coxsackie A16 o mais frequente. Caracteriza-se por um quadro febril inespecífico inicial, seguido pelo surgimento de lesões vesiculares e ulceradas na orofaringe (podendo ser confundida com herpangina), e lesões máculo-papulo eritematosas que evoluem para vesículas em mãos, pés e, por vezes, nádegas. É altamente contagiosa, transmitida por via fecal-oral e respiratória. A doença é geralmente benigna e autolimitada, com resolução espontânea em 5 a 7 dias. O tratamento é de suporte, focado no alívio dos sintomas como febre e dor, especialmente as lesões orais que podem dificultar a alimentação e hidratação. Não existe vacina específica para a doença mão-pé-boca, e a prevenção se baseia em medidas de higiene, como lavagem das mãos. É crucial para o residente saber diferenciar a doença mão-pé-boca de outras exantemáticas virais e reconhecer sua natureza benigna. A infecção congênita por Coxsackie não está associada à tríade de surdez, catarata e cardiopatia, que é característica da rubéola congênita. O conhecimento aprofundado sobre essa condição é fundamental para o manejo pediátrico e para as provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da doença mão-pé-boca?

Os sintomas clássicos incluem febre baixa, irritabilidade, inapetência, tosse seca, e o surgimento de lesões máculo-papulo eritematosas que evoluem para vesículas e úlceras em mãos, pés, nádegas, e na orofaringe (palato, língua).

Qual o principal agente etiológico da doença mão-pé-boca?

O principal agente etiológico é o vírus Coxsackie A16, embora outros enterovírus, como o Coxsackie A6 e o Enterovírus 71, também possam causar a doença.

Como é o tratamento da doença mão-pé-boca?

O tratamento é sintomático, visando aliviar a febre e a dor das lesões orais. Inclui analgésicos/antitérmicos (paracetamol, ibuprofeno), hidratação adequada e dieta branda. A doença é autolimitada e benigna.

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